Alta do diesel causa prejuízo de R$ 7,2 bilhões ao agro brasileiro | aRede
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Alta do diesel causa prejuízo de R$ 7,2 bilhões ao agro brasileiro

Estudo da Farsul revela que escalada de 23% no combustível, impulsionada por conflito internacional, encarece produção de cana e grãos

Escala de preços do óleo diesel pressiona custos de logística e produção
Escala de preços do óleo diesel pressiona custos de logística e produção -

Publicado por Eduarda Gomes

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O agronegócio brasileiro enfrenta um impacto financeiro de R$ 7,2 bilhões em decorrência da alta nos preços do diesel. O levantamento, realizado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), monitorou a escalada de preços desde o início do conflito no Oriente Médio, compreendendo o intervalo entre 27 de fevereiro e 10 de abril de 2026.

No período analisado, o valor do litro do combustível saltou de R$ 6,13 para R$ 7,55, representando uma alta acumulada de 23%. De acordo com o estudo, cada acréscimo de R$ 0,25 no litro do diesel gera um custo adicional de R$ 1,3 bilhão para o setor produtivo nacional. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

O setor de cana-de-açúcar foi o mais atingido, com um aumento de R$ 355 por hectare no custo de produção, totalizando um prejuízo setorial de R$ 3,39 bilhões. A soja aparece em seguida, com perdas de R$ 2,06 bilhões. Outras culturas também registraram altas significativas nos custos por hectare:

- Arroz: R$ 203,85/ha (impacto total de R$ 320,7 milhões).

- Algodão: R$ 80,95/ha (impacto total de R$ 161,7 milhões).

- Milho (1ª e 2ª safras): Impacto total combinado de R$ 1,1 bilhão.

- Trigo: Impacto total de R$ 113,4 milhões.

A pressão do combustível transbordou para os índices inflacionários, refletindo na alta do IPCA (0,88%) e na inflação de alimentos (1,56%) em março. O relatório destaca que, se o Preço de Paridade de Importação (PPI) fosse mantido integralmente, o prejuízo seria ainda mais severo, chegando a R$ 11,2 bilhões.

Para tentar conter a crise, o Congresso Nacional discute o PLP 114/2026. A proposta busca mitigar os custos energéticos por meio de renúncias fiscais. A relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), garantiu que o projeto respeitará a vantagem fiscal dos biocombustíveis, embora ainda não haja uma data confirmada para a votação.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Prejuízo bilionário: O aumento de 23% no preço do diesel gerou um custo extra de R$ 7,2 bilhões para o agro, afetando principalmente cana e soja.

- Reflexo na inflação: A alta do combustível contribuiu para que a inflação de alimentos atingisse 1,56% no mês de março.

- Medida legislativa: O PLP 114/2026 tramita no Congresso visando reduzir os custos energéticos via renúncia fiscal para aliviar o setor produtivo.

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