Frísia impulsiona safra recorde e fortalece rentabilidade dos seus cooperados | aRede
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Frísia impulsiona safra recorde e fortalece rentabilidade dos seus cooperados

Cooperativa alia assistência técnica, tecnologia e força do cooperativismo para elevar a produtividade no campo e enfrentar os desafios do mercado agrícola

A safra de soja registrou rendimento médio de 4.300 quilos por hectare nos Campos Gerais, a maior marca já alcançada na região
A safra de soja registrou rendimento médio de 4.300 quilos por hectare nos Campos Gerais, a maior marca já alcançada na região -

Lucas Veloso

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A safra 2025/2026 entrou para a história dos Campos Gerais. Com produtividade recorde na soja e no milho, a região alcançou resultados expressivos e consolidou sua posição entre as principais produtoras do país. Nesse cenário, a atuação da Frísia Cooperativa Agroindustrial foi fundamental para que os cooperados atingissem índices superiores às médias regional e estadual, combinando planejamento, assistência técnica e tecnologia.

Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), a safra de soja registrou rendimento médio de 4.300 quilos por hectare nos Campos Gerais, a maior marca já alcançada na região. O milho também apresentou desempenho histórico, com produtividade próxima de 12 mil quilos por hectare.

Entre os produtores que contribuíram para esses resultados está Fábio Pontarollo, cooperado da Frísia há seis anos. Em propriedades localizadas em Ponta Grossa e Guamiranga, totalizando 350 hectares, ele alcançou média de 4.500 quilos por hectare na soja e impressionantes 14.500 quilos por hectare no milho. “A assistência técnica especializada, a janela de plantio adequada e o clima favorável foram fundamentais. É um conjunto de fatores que traz alta produtividade”, destaca o produtor.

Manejo e tecnologia fazem a diferença

Para a Frísia, o bom desempenho da safra é resultado de uma combinação entre condições climáticas favoráveis, melhoramento genético, manejo adequado e a adoção de práticas sustentáveis pelos cooperados.

De acordo com o gerente de Sustentabilidade Agrícola da cooperativa, Francis Bavoso, o diferencial está principalmente no conhecimento aplicado dentro das propriedades. “Vejo que o manejo e a rotação de culturas praticados pelos cooperados da Frísia fazem toda a diferença. Somam-se a isso o conhecimento dos produtores, os estudos realizados pela Fundação ABC e as orientações técnicas que oferecemos de forma não comercial”, explica.

Na safra 2025/2026, os cooperados da Frísia cultivaram cerca de 106 mil hectares de soja e 29 mil hectares de milho. O resultado foi uma produtividade média superior a 4.300 quilos por hectare na soja e 13 mil quilos por hectare no milho, números acima das médias regional e estadual.

Além da assistência técnica, a cooperativa disponibiliza ferramentas tecnológicas que auxiliam na tomada de decisão dos produtores. Uma delas é o Sigma, sistema utilizado para indicar as melhores janelas de plantio e potencializar os resultados no campo.

GALERIA DE FOTOS

  • Gerente de Sustentabilidade Agrícola da cooperativa, Francis Bavoso
    Gerente de Sustentabilidade Agrícola da cooperativa, Francis Bavoso
  • Fábio Pontarollo, cooperado da Frísia há seis anos
    Fábio Pontarollo, cooperado da Frísia há seis anos

Cooperativismo ajuda a enfrentar desafios do mercado

Apesar dos bons índices produtivos, a rentabilidade dos produtores segue pressionada pelo aumento dos custos de produção e pela oscilação dos preços das commodities. “Os custos estão muito elevados. O diesel aumentou, os insumos ficaram mais caros e a receita não acompanha esse crescimento. Esse é o grande desafio do produtor atualmente”, avalia Pontarollo.

Diante desse cenário, a força do cooperativismo se torna ainda mais importante. Segundo os cooperados, a união permite melhores negociações tanto na compra de insumos quanto na comercialização da produção. “Na hora de fazer o custo, a cooperativa é fundamental. Ela busca os melhores produtos e preços. E na venda acontece o mesmo. Não é um produtor sozinho negociando, mas um grande lote, o que agrega valor e melhora a rentabilidade”, afirma o produtor.

A Frísia também atuou diretamente para minimizar impactos enfrentados pelos agricultores durante a safra. Em uma das propriedades de Pontarollo, por exemplo, uma forte chuva de granizo obrigou o replantio de aproximadamente 120 hectares de soja. “Tivemos um prejuízo grande com o granizo, mas a cooperativa fez toda a diferença naquele momento”, relata.

Cevada ganha espaço e projeta o futuro

Enquanto a safra de verão chega ao fim, os produtores já estão voltados para o cultivo de inverno. Nesse cenário, a cevada vem conquistando cada vez mais espaço na região, impulsionada pela implantação da Maltaria Campos Gerais, projeto de intercooperação entre Frísia e Castrolanda em Ponta Grossa.

Na propriedade de Pontarollo, a cultura ocupará cerca de 60% da área de inverno. “A cevada tem trazido boa rentabilidade, além de contribuir para a reciclagem de nutrientes e para a formação de palhada no sistema produtivo”, explica.

Atualmente, a Frísia possui entre 30 mil e 35 mil hectares cultivados com cevada, enquanto o trigo ocupa entre 18 mil e 20 mil hectares. Para a cooperativa, a maior liquidez e segurança de comercialização têm levado muitos produtores a optarem pela cultura.

Para o futuro, Pontarollo não tem dúvidas sobre a importância da união entre os produtores. “É a soma de forças em prol de um objetivo comum. Não tenho dúvida de que o cooperativismo continuará sendo cada vez mais importante para nós”, conclui.

VÍDEO
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A Frísia teve papel decisivo nos resultados históricos na safra dos Campos Gerais | Autor: aRede.info

Objetivos da plataforma

A Plataforma Agro pode ser acessada tanto por um link no portal quanto diretamente pelo endereço arede.info/agro. Junto com a plataforma, o Portal aRede inicia oficialmente a publicação dos materiais da Expedição A Força do Agro, realizada pelo Grupo aRede não apenas na região dos Campos Gerais, mas também em outras cidades do Estado, de Paranavaí a Paranaguá, para destacar todo o potencial produtivo e tecnológico do agronegócio paranaense.

A plataforma chega para trazer notícias e produções próprias sobre esse setor tão relevante para a economia da região e de todo o país, o agronegócio, atendendo a uma demanda regional, pelo grande potencial do setor junto aos municípios.

Além das notícias atualizadas sobre o setor, em formato de texto, a plataforma também traz o boletim diário, em formato de vídeo, em uma abordagem resumida e prática, adaptada ao dia a dia, com as últimas e principais notícias do agronegócio regional, estadual e nacional, além da análise de um especialista, do agrônomo Nahin Goes, de segunda a sexta.

Cronograma

As reportagens especiais serão veiculadas sempre pela manhã, por volta das 8h30, no Portal aRede, em sua plataforma agro, e nas redes sociais (Facebook e Youtube). No decorrer do dia, cortes das reportagens serão publicados nas redes sociais, enquanto que no início da noite, acontece a reprise da reportagem. O lançamento do livro-anuário, que também conta com os dados socioeconômicos de todas as cidades da região e dos principais municípios do Paraná, está marcado para o dia 26 de junho, em um grande evento, em Ponta Grossa.

A Expedição A Força do Agro é composta por uma série de materiais elaborados pela equipe de reportagem do Grupo aRede, que serão publicados em:

- Reportagens em vídeos;

- Entrevistas em estúdio;

- Livro-anuário.

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