Quinto ano de Rebouças cria música contra o trabalho infantil com IA
Da criação de letras com apoio do ChatGPT à apresentação em instituições da comunidade, o quinto ano A da Escola do Campo Divino Espírito Santo levou sua música a explorações do gênero contra crianças e adolescentes

Como parte das ações de conscientização promovidas pelo Ministério Público do Trabalho no combate ao trabalho infantil, o quinto ano A da Escola Municipal do Campo Divino Espírito Santo, em Rebouças, da professora Viviane de Lourdes Rocha, participou de um projeto educativo que integrou tecnologia, criatividade, cidadania e participação democrática. A docente relata que o objetivo foi sensibilizar a comunidade escolar sobre a importância de garantir os direitos das crianças e adolescentes, assegurando acesso à educação, ao lazer, à cultura e ao desenvolvimento integral.
"Durante o projeto, os alunos realizaram pesquisas, leituras, debates e reflexões sobre os prejuízos causados pelo trabalho infantil, ampliando seus conhecimentos sobre os direitos da infância e a importância da permanência na escola. Essas atividades estimularam a consciência crítica e o exercício da cidadania", aponta a educadora.
A partir das discussões, conforme relata Viviane, os estudantes produziram frases, poemas e rimas com mensagens de conscientização. Com apoio do ChatGPT, os textos foram organizados em formato de letra de música, preservando as ideias e a criatividade dos alunos, em um processo que a docente descreve como mais dinâmico e motivador para a produção textual e artística.
"Em seguida, um aplicativo de criação musical foi utilizado para transformar as letras em canções. Os grupos participaram ativamente de todas as etapas, desenvolvendo habilidades de escrita, interpretação, expressão artística e uso responsável da tecnologia", pontua a professora.
Para valorizar o protagonismo estudantil, foi realizada uma votação entre alunos, professores e equipe escolar para escolher a música que representaria a escola, fortalecendo a participação democrática e o trabalho coletivo, acrescenta a docente. A composição vencedora foi apresentada inicialmente na escola e, posteriormente, no CTA, na AMAS e na Escola Joanita Ayub, ampliando o alcance da ação educativa.
"O projeto demonstrou que a união entre educação, arte e tecnologia pode gerar experiências significativas de aprendizagem e conscientização. Além disso, fortaleceu o protagonismo dos estudantes, que participaram desde a criação das letras até a escolha democrática da música e sua divulgação para a comunidade. A experiência evidenciou que crianças e adolescentes podem atuar como agentes de transformação social, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e comprometida com o combate ao trabalho infantil", conclui Viviane.
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