Mulher confessa que matou marido e polícia descarta suicídio em Campo Magro | aRede
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Mulher confessa que matou marido e polícia descarta suicídio em Campo Magro

Perícia apontou que disparo na nuca foi feito a média distância, tornando impossível a hipótese de suicídio

Mulher confessou ter matado o marido em depoimento à PCPR
Mulher confessou ter matado o marido em depoimento à PCPR -

Publicado por Diego Chila

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Uma mulher, de 29 anos, confessou que matou o marido, de 32 anos, após a Polícia Civil do Paraná (PCPR) contestar a versão de que a vítima teria cometido suicídio. O caso aconteceu em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e a suspeita foi presa em flagrante no último sábado (20).

O crime passou a ser tratado como homicídio depois que investigadores encontraram inconsistências na cena e na narrativa apresentada pela esposa da vítima. Em depoimento, ela admitiu ter efetuado os disparos que mataram o companheiro

“Um disparo, e falhou. Eu dei outro, e aí ele caiu. Falei para o meu irmão que eu matei o Luiz. Pedi socorro, pelo amor de Deus”, declarou à Polícia Civil.

Mulher que matou marido confessou crime após perícia desmontar versão de suicídio

Segundo o delegado da PCPR Wesley Melo, a suspeita surgiu logo no início da investigação, quando os policiais analisaram a posição da arma e o local onde o projétil atingiu a vítima. As informações são da Ric RECORD.

“Chamou a atenção a posição em que a arma estava, o local em que o disparo havia penetrado na cabeça do indivíduo. Logo de cara, houve suspeitas de que poderia não ser uma situação de suicídio. Os investigadores foram atrás de outros elementos e descobriram que se tratava de um homicídio”, afirmou.

A perícia confirmou que o disparo foi efetuado a média distância. Além disso, o projétil atingiu a nuca da vítima, o que seria impossível ter sido efetuado pelo marido da mulher.

Filha do casal presenciou crime

De acordo com a investigação, o crime foi presenciado pela filha do casal, uma criança de apenas 2 anos. Para a Polícia Civil, não houve situação de legítima defesa.

A arma utilizada havia sido adquirida pelo próprio homem após a morte do irmão, com o objetivo de defesa pessoal.

Um vizinho ouvido durante a investigação afirmou que o casal era discreto e não costumava ter discussões ou brigas.

A polícia também confirmou que a vítima havia registrado anteriormente um boletim de ocorrência contra a esposa, alegando ter sido agredida. Mesmo após o episódio, o casal permaneceu junto.

Com a confissão e as provas coletadas pela perícia, a investigação concluiu que a mulher matou o marido, descartando a hipótese de suicídio apresentada no início da ocorrência em Campo Magro.

Com informações: Banda B
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