Deputados Arruda e Freitas trocam acusações na Alep | aRede
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Deputados Arruda e Freitas trocam acusações na Alep

Bate-boca ocorreu horas após a Justiça do Paraná aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Patrícia Miranda Arruda Nunes, esposa do parlamentar, e três ex-funcionários ligados ao seu gabinete por supostos crimes de concussão e lavagem de dinheiro em um esquema investigado como rachadinha

No momento mais tenso, Arruda afirmou que o colega deveria “lavar essa boca imunda de drogas e leviana” antes de citar seu nome
No momento mais tenso, Arruda afirmou que o colega deveria “lavar essa boca imunda de drogas e leviana” antes de citar seu nome -

Publicado por Iolanda Lima

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A sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) desta segunda-feira (22) foi marcada por uma intensa troca de acusações entre os deputados estaduais Renato Freitas (PT) e Ricardo Arruda (PL). O bate-boca ocorreu horas após a Justiça do Paraná aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Patrícia Miranda Arruda Nunes, esposa do parlamentar, e três ex-funcionários ligados ao seu gabinete por supostos crimes de concussão e lavagem de dinheiro em um esquema investigado como rachadinha. 

Renato Freitas utilizou a tribuna para comentar a decisão judicial. O deputado petista criticou parlamentares que, segundo ele, se apresentam como defensores da família, da religião e da moralidade pública, mas acabam envolvidos em investigações por supostas irregularidades. Ao abordar o caso, Freitas mencionou a denúncia do Ministério Público e questionou a origem do patrimônio do colega de plenário. As informações são do Portal Nosso Dia. 

A fala provocou reação imediata de Ricardo Arruda, que subiu à tribuna para rebater as acusações. O parlamentar afirmou que construiu seu patrimônio ao longo de décadas de atuação no mercado financeiro e empresarial e negou qualquer irregularidade.

No momento mais tenso da discussão, Arruda afirmou que o colega deveria “lavar essa boca imunda de drogas e leviana” antes de citar seu nome, elevando o tom do confronto e provocando reações no plenário.

A decisão que motivou o debate foi proferida pelo juiz Peterson Cantergiani Santos, da 2ª Vara Criminal de Curitiba. Além de receber a denúncia, o magistrado determinou o afastamento do servidor Bruno Palazzo da Silva de suas funções na Assembleia Legislativa. Segundo o Ministério Público, ele teria exercido papel central na operacionalização do suposto esquema investigado.

De acordo com a denúncia, os crimes teriam ocorrido entre 2018 e 2023 e envolvido aproximadamente R$ 132,8 mil. O Ministério Público sustenta que assessores e servidores ligados ao gabinete de Ricardo Arruda eram obrigados a repassar valores que posteriormente beneficiariam o deputado e sua família.

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