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Júri condena mulher a 66 anos por envenenar mãe e filhos com ovo de Páscoa

Jordélia Pereira Barbosa recebeu pena por duplo homicídio qualificado e tentativa contra a mãe das crianças

Jordélia Pereira Barbosa, condenada por envenenar família com ovo de Páscoa
Jordélia Pereira Barbosa, condenada por envenenar família com ovo de Páscoa -

Publicado por Julia Sansana

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Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, foi condenada em júri popular realizado no Maranhão, na segunda-feira (22), a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão em regime inicial fechado. A pena é pelos crimes de duplo homicídio qualificado consumado contra Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, e tentativa de homicídio qualificado contra a mãe das crianças, Mirian Lira Rocha.

Conforme a denúncia, apresentada pelos promotores de Justiça Tiago Quintanilha Nogueira e Gabriele Gadelha Barboza de Almeida, Jordélia enviou um ovo de Páscoa envenenado à casa da família em Imperatriz, na Região Metropolitana do Sudoeste Maranhense, em abril de 2025. A intenção era praticar o crime, que chocou a comunidade pela crueldade.

O juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz, Fábio da Costa Vilar, manteve a prisão da condenada e negou o direito dela recorrer em liberdade. Jordélia deve iniciar imediatamente o cumprimento da pena.

Além disso, ela deverá pagar uma indenização fixada em 500 salários mínimos: 100 para Mirian e 400 para os pais das duas crianças, por danos morais causados à família, em um reflexo do sofrimento infligido.

Crueldade

O Conselho de Sentença reconheceu que os crimes foram praticados por motivo torpe, com emprego de veneno e mediante dissimulação, resultando em uma tentativa de homicídio triplamente qualificado contra Mirian.

Já em relação às crianças, além das três competências, o duplo homicídio foi considerado quadruplamente qualificado pela ré ter assumido o risco contra as vítimas que eram menores de 14 anos, demonstrando um desrespeito extremo à vulnerabilidade infantil.

O juiz ressaltou que houve um planejamento meticuloso para a execução do crime. Jordélia se deslocou de Santa Inês para Imperatriz utilizando disfarces e identidade falsa, além de se hospedar em um hotel e monitorar a rotina das vítimas antes de cometer o ato hediondo.

Relembre o caso

O ovo de Páscoa foi entregue na casa de Mirian Lira no dia 16 de abril de 2025. Naquela noite, três pessoas da família consumiram o chocolate: a própria Mirian, e seus dois filhos, Luiz Fernando e Evillyn Fernanda. O ato inocente de receber um presente de Páscoa se transformou em tragédia.

Pouco tempo depois de comer o doce, os três começaram a passar mal. A situação se agravou rapidamente para o menino Luiz Fernando, que faleceu no dia seguinte. Sua mãe e sua irmã, Evillyn, foram socorridas e levadas em estado grave para o Hospital Municipal de Imperatriz, onde foram internadas na UTI.

Evillyn Fernanda Rocha Silva morreu quase uma semana depois, após ficar seis dias internada. Mirian conseguiu ter alta e ir para casa.

Crime premeditado

Logo no início das apurações, a Polícia Civil suspeitava de que Jordélia teria sido a responsável pelo crime, dada a natureza premeditada e a motivação por trás dele.

Segundo as investigações, Jordélia viajou mais de 400 quilômetros, de Santa Inês para Imperatiz, para executar a ação criminosa. Ela teria comprado o ovo de Páscoa disfarçada com uma peruca para não ser reconhecida, conforme imagens de câmeras de segurança.

O doce foi entregue na casa de Mirian por um mototaxista, que, segundo a polícia, não tinha conhecimento do conteúdo tóxico do presente, sendo apenas um meio para a execução do plano.

A suspeita foi presa ainda no dia 17 de abril, em um ônibus interubano, quando tentava retornar para a cidade onde vivia. Com ela, foram encontradas a peruca e os óculos do disfarce identificados nas câmeras de monitoramento, além de outros objetos que corroboravam as investigações.

As investigações concluíram que o crime foi motivado por ciúmes que a acusada sentia do ex-marido, que possuía um relacionamento com Mirian na época dos fatos.

Com informações do JuriNews. 

Confira o resumo da notícia 

Condenação e Sentença Rígida: Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, foi condenada a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão em regime fechado na segunda-feira (22), em Imperatriz (MA). O Tribunal do Júri a considerou culpada pelo duplo homicídio qualificado dos irmãos Luiz Fernando (7 anos) e Evillyn Fernanda (13 anos), e pela tentativa de homicídio contra a mãe deles, Mirian Lira Rocha. O juiz Fábio da Costa Vilar negou o direito de recorrer em liberdade e estipulou uma indenização de 500 salários mínimos por danos morais à família.

Premeditação e Disfarces: As investigações apontaram que o crime foi minuciosamente planejado. Jordélia viajou mais de 400 km de Santa Inês até Imperatriz, usou identidade falsa para se hospedar em um hotel e monitorou a rotina das vítimas. Para comprar e enviar o chocolate envenenado, ela utilizou uma peruca e óculos escuros como disfarce, contratando um mototaxista (que não sabia do veneno) para realizar a entrega na casa da família em abril de 2025.

Motivação e Captura: O crime foi motivado por ciúmes, já que a acusada não aceitava o relacionamento de seu ex-marido com Mirian. Após consumirem o doce, as três vítimas passaram mal: o menino faleceu no dia seguinte, a irmã morreu após seis dias na UTI e apenas a mãe sobreviveu. Jordélia foi presa logo no dia 17 de abril de 2025 dentro de um ônibus interurbano enquanto tentava fugir, carregando consigo os disfarces utilizados e registrados por câmeras de segurança.

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