Paraná lidera abate recorde de frangos no 1º trimestre
Com o melhor início de ano da série histórica nacional, Estado responde sozinho por 35% do abate de aves do País e avança na vice-liderança da suinocultura

O Paraná reafirmou sua posição de principal motor da produção de proteína animal no Brasil no início de 2026. Impulsionado pelo crescimento dos principais polos produtivos estaduais, o abate nacional de frangos de corte alcançou a marca histórica de 1,707 bilhão de cabeças no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 3,6% frente ao mesmo período de 2025, representando o melhor resultado para o intervalo desde o início da série histórica em 1997.
Em termos de volume, a produção brasileira de carne de frango de janeiro a março somou 3,734 milhões de toneladas, um avanço de 6,9% na comparação interanual. A Região Sul manteve o protagonismo ao responder por 60,1% do abate nacional, somando 1,025 bilhão de cabeças.
O Paraná, líder do ranking, participou com 35% do abate em número de cabeças (598,035 milhões) e 36,1% no volume de carne produzida (1,348 milhão de toneladas), registrando uma expansão de 7,8% em toneladas na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Santa Catarina e Rio Grande do Sul ocupam as posições seguintes no bloco sulista.
Os dados constam no Boletim Conjuntural, divulgado na quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), com base nos números consolidados da Pesquisa Trimestral de Abates do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na suinocultura, a tendência de crescimento foi semelhante. O abate nacional de suínos atingiu o recorde para um primeiro trimestre com 15,272 milhões de cabeças, uma alta de 5,7% em relação ao ano anterior. O volume total de carne produzida no Brasil chegou a 1,426 milhão de toneladas (+6,9%).
Os dados técnicos captados pelo IBGE junto a 80 estabelecimentos informantes no Paraná também revelaram um aumento no peso médio das carcaças no País, que passou de 90,93 quilos em dezembro de 2025 para 93,54 quilos em março de 2026, o que sinaliza uma estratégia de retenção de animais nas granjas antes do envio às indústrias.
A Região Sul concentrou 66,8% do abate de suínos (10,208 milhões de cabeças). O Paraná consolidou-se no segundo lugar do ranking nacional da atividade, participando com 20,9% do abate de cabeças (3,195 milhões) e 21,0% no volume de carne (299,916 mil toneladas), ficando atrás apenas de Santa Catarina, que detém 28,1% do mercado brasileiro.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Recorde Histórico: O primeiro trimestre de 2026 registrou os maiores volumes de abate da história nacional para aves (1,707 bilhão de cabeças) e suínos (15,272 milhões de cabeças) desde o início do monitoramento em 1997.
- Liderança Absoluta no Frango: O Paraná lidera o mercado brasileiro de avicultura de corte de forma isolada, sendo responsável por 35% dos abates de aves e gerando 1,348 milhão de toneladas de carne de frango no trimestre.
- Retenção na Suinocultura: Na vice-liderança nacional de suínos, o Paraná abateu 3,195 milhões de animais, num cenário nacional marcado pelo aumento do peso médio das carcaças para 93,54 kg.





















