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Argentina e Uruguai lideram compra do morango brasileiro

Cultivo da fruta ganha importância estratégica pelo alto rendimento por área e movimentação de mão de obra intensiva

Cultivo de morango exige altos aportes financeiros e uso intensivo de mão de obra familiar, convertendo-se em uma cultura de elevado rendimento por hectare
Cultivo de morango exige altos aportes financeiros e uso intensivo de mão de obra familiar, convertendo-se em uma cultura de elevado rendimento por hectare -

Publicado por Eduarda Gomes

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Embora as grandes commodities e os grãos ocupem as manchetes econômicas, a produção e comercialização de frutas finas desempenha um papel socioeconômico vital no interior do País. O cultivo do morango desponta como um setor de forte apelo para a sustentabilidade da agricultura familiar, registrando um comércio externo dinâmico e focado nos mercados vizinhos da América do Sul.

O panorama do setor foi apresentado no Boletim Conjuntural, publicado na quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral). A análise setorial ocorre em meio às discussões sobre o Regulamento Técnico Mercosul de Identidade e Qualidade do Morango, cuja suspensão temporária foi determinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Ao compilar dados do sistema de estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat) do governo federal, o Deral apontou que as exportações de morango registraram um comportamento oscilante na última década (2017 a 2026). Os volumes globais variaram de um piso de 30,8 toneladas no início da série histórica até o pico de 228,5 toneladas verificado em 2023. No último ano consolidado de exportações, os embarques fecharam em 65,3 toneladas, com faturamento internacional de US$ 393 mil (R$ 2,039 milhões) e preço médio de US$ 6.018 (R$ 31.224,9948) por tonelada.

Os países da Bacia do Prata são os destinos majoritários do morango brasileiro, concentrando 54,9% do volume físico e 66,2% de todas as receitas geradas. A Argentina posicionou-se como o principal mercado comprador em valores, adquirindo 14,1 toneladas pelo montante de US$ 212,3 mil (R$ 1,101 milhão), priorizando a compra de frutas frescas, que possuem maior valor agregado.

O Uruguai comprou um volume físico maior, de 21,5 toneladas, gerando receitas menores, de US$ 47,6 mil (R$ 246,9 mil), em decorrência de compras focadas em morangos preparados/conservados (que têm menor preço unitário). No geral de todas as vendas externas brasileiras da fruta, o produto preparado representou 67,1% das receitas (US$ 263,9 mil / R$ 1,369 milhão), seguido pelo fruto fresco (30,6%) e congelado (2,3%), sendo exportado para outros 34 países.

Perto do volume total das exportações brasileiras de frutas, que alcançou 1,3 milhão de toneladas e US$ 1,563 bilhão (R$ 8,109 bilhão) no ano passado, o morango representa uma fatia milimétrica. Contudo, o relatório técnico do Deral salienta que sua importância socioeconômica é multiplicada no campo, pois demanda elevados investimentos iniciais, exige uso intensivo de mão de obra e devolve um altíssimo rendimento por hectare cultivado.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Perfil Comercial das Exportações: O Brasil exportou 65,3 toneladas de morango em seu último ano cheio de registros, arrecadando US$ 393 mil sob um preço médio de US$ 6.018 por tonelada da fruta.

- Concentração no Mercosul: A Argentina e o Uruguai são os principais compradores do morango nacional, absorvendo 54,9% do volume e garantindo 66,2% do faturamento internacional do setor.

- Peso Social no Campo: Apesar de registrar volumes tímidos na balança comercial quando comparado a outras frutas, o morango é considerado estratégico por concentrar-se na agricultura familiar devido ao seu alto rendimento produtivo por área.

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