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Chuva acima da média faz estiagem recuar no Paraná

Ação do El Niño provocou volumes históricos de precipitação, eliminando a seca no Oeste e Sudoeste e reduzindo os impactos no Leste do estado

Precipitações intensas registradas no Paraná reduzem mapa de estiagem e revertem quadro de seca no estado
Precipitações intensas registradas no Paraná reduzem mapa de estiagem e revertem quadro de seca no estado -

Publicado por Eduarda Gomes

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A ocorrência de precipitações muito acima da média histórica reduziu significativamente a seca no Paraná. O volume de água eliminou completamente a seca relativa nas regiões Oeste e Sudoeste e promoveu o recuo da seca fraca no Leste paranaense. A constatação faz parte do Monitor de Secas, estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) realizado em parceria com diversos órgãos regionais.

Segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), das 45 estações meteorológicas com mais de cinco anos de operação no estado, apenas quatro registraram acumulados pluviométricos abaixo da média no mês de julho: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba. Nas outras 41 estações, os volumes superaram as médias históricas. Entre os destaques está o município de Palmas, no Sul do estado, que registrou 311 mm de chuva no mês de julho, o maior volume acumulado para o mês desde a instalação da estação meteorológica na cidade, há 28 anos.

O volume expressivo de chuvas foi impulsionado pela atuação do fenômeno climático El Niño, constatado desde junho no Oceano Pacífico Equatorial, atuando em conjunto com os sistemas meteorológicos regionais. Em função disso, o mapa do Monitor de Secas referente a julho aponta apenas uma área isolada de seca fraca no Leste do Paraná, que apresenta impactos de curto e longo prazo, podendo afetar a agricultura e o abastecimento público.

O quadro atual demonstra uma evolução em comparação a anos e meses anteriores:

- Julho de 2025 (sem El Niño): Predominava seca moderada em toda a divisa com São Paulo, além de seca fraca no Leste, Norte, Noroeste e Sul do estado.

- Maio de 2026: Início da redução de abrangência, predominando seca fraca e com seca moderada concentrada no Oeste, Sudoeste e Sul.

- Junho de 2026: Fim da seca moderada no estado, restando seca fraca apenas no Leste, Campos Gerais, Sudoeste e parte do Oeste.

- Julho de 2026: Eliminação da seca no Oeste e Sudoeste, permanecendo apenas um ponto de seca fraca ao Leste.

CENÁRIO NACIONAL

No Sul do Brasil, a atuação do El Niño também extinguiu a seca relativa nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de causar recuo da seca fraca no sul de São Paulo. Em contrapartida, outras regiões do país registraram agravamento do cenário devido às chuvas abaixo da média:

- Norte e Nordeste: A seca fraca avançou em quase todos os estados, exceto Ceará e Amapá. Houve avanço para seca moderada na Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Sul de Tocantins e Noroeste do Amazonas.

- Sudeste: A seca evoluiu de fraca para moderada no Espírito Santo e Norte do Rio de Janeiro, com expansão da seca fraca no Leste fluminense e no Centro e Nordeste de Minas Gerais.

- Centro-Oeste: Registrou-se seca fraca no Leste de Mato Grosso, expansão da seca fraca no Norte de Goiás e Mato Grosso do Sul, e avanço para seca moderada no Noroeste sul-mato-grossense.

MONITOR DE SECAS

Criado em 2014 para monitorar o semiárido nordestino, que enfrentava sua pior seca em 100 anos, o projeto é coordenado pela ANA desde 2017. Mensalmente, o Simepar analisa os dados das regiões Sul e Sudeste, cruzando variáveis como precipitação, temperatura do ar, nível de reservatórios, índice de vegetação e evapotranspiração. A cada três meses, o instituto paranaense coordena a elaboração do mapa completo do estudo. As informações são da Agência Estadual de Notícias (AEN) e foram divulgadas pelo portal de notícias do Sistema Ocepar.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Situação no Paraná: Chuvas intensas associadas ao El Niño eliminaram a seca no Oeste e Sudoeste e deixaram apenas uma faixa de seca fraca na região Leste.

- Registros históricos: Das 45 estações do Simepar, 41 registraram volumes acima da média em julho, com destaque para Palmas (311 mm), maior acumulado em 28 anos.

- Contraste nacional: Enquanto o Sul do país viu a seca recuar, o menor volume de chuvas fez a estiagem avançar em diversos estados do Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

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