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Suspeito de crime brutal em PG continuará preso

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Afonso Verner

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Antônio José Padilha, 35 anos, conhecido como Índio, deve continuar preso na 13ª Subdivisão de Ponta Grossa - ele é o principal suspeito de matar e enterrar o casal Ricardo Baranoski, de 20 anos, e Simone de Paula Carneiro de Jesus, de 27 anos. Os corpos das duas vítimas foram encontrados nas proximidades da casa de Índio, no Santa Mônica.

De acordo com a delegada Tânia Maria Sviercoski, responsável pelas investigações do caso, Padilha deverá continuar preso. "Ele [Índio] foi detido em função de um mandado de prisão expedido na Comarca de Caçador, em Santa Catarina. Mas nós conseguimos a prisão provisória dele por cinco dias por envolvimento na morte do casal e nós vamos pedir uma prorrogação para que ele continue preso", explicou Tânia.

Segundo a delegada, como Índio não assumiu nenhum envolvimento com o crime, mesmo que existam provas substâncias da participação dele no sumiço e morte do casal, é preciso mais tempo para a dirigências e investigações. "Existem muitas provas que comprometem o suspeito e confirmam a ligação dele com o crime. Vamos pedir que ele continue preso até o julgamento", explicou Tânia.

Corpo apresenta sinais de violência sexual

O corpo de Simone foi encontrado nove dias após o desaparecimento – ela e Ricardo foram vistos pela última vez em um bar na região do Baraúna no último dia 15 de maio. Índio teria sido a última pessoa vista com o casal e está preso depois que a Polícia Civil conseguiu um mandado de prisão provisória.

O cadáver de Simone foi localizado a cerca de 500 metros da vala em que o corpo de Ricardo foi localizado. Simone estava sem as roupas íntimas e com as calças abaixadas até a altura do calcanhar – os sinais podem revelar um possível abuso sexual.

Ricardo teria sido morto com um tiro na boca (o que revela sinais de execução) enquanto os primeiros sinais no corpo da companheira mostram que Simone teria sido morta com pancadas no rosto – golpes possivelmente aplicados com um pedaço de madeira.

Entenda o caso

De acordo com informações de parentes do casal, eles costumavam ir com frequência em um bar na Vila Baraúna durante os finais de semana, mas sempre voltavam para casa. Após o sumiço na sexta-feira (15), os familiares de Ricardo acharam que ele tivesse dormido na casa da namorada, mas foram informados pelos parentes de Simone de que não estariam na casa dela, no Residencial Londres. No estabelecimento onde foram vistos pela última vez, a polícia descobriu que o casal saiu do local por volta de 1h30 do sábado (16).

O Boletim de Ocorrência foi registrado no último domingo (17), pela manhã. Os familiares ainda foram informados de que o casal teria saído do bar na Vila Baraúna com outros dois rapazes, por volta de 1h30 da madrugada de sábado (16).

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