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Clinicão se manifesta sobre CPI e afirma que não foi ouvida em relatório parcial

Empresa apontou que se colocou à disposição para esclarecimentos, mas teve relatório parcial aprovado sem que pudesse prestar depoimento

A CPI da Clinicão investiga possíveis irregularidades na execução dos serviços prestados pela empresa
A CPI da Clinicão investiga possíveis irregularidades na execução dos serviços prestados pela empresa -

Iolanda Lima

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A Clinicão, empresa responsável pela execução dos serviços do Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR) em Ponta Grossa, emitiu uma nota referente aos desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tramita no Legislativo Municipal. No documento, a empresa aponta o andamento das apurações e afirma que um relatório parcial foi aprovado sem que tivesse a oportunidade de ser ouvida. 

De acordo com a nota, o contrato da empresa segue por força de decisões liminares do Tribunal de Justiça do Paraná. A Clinicão destaca que o próprio Ministério Público já se manifestou duas vezes a favor de manter essas decisões, reforçando que é preciso analisar as provas antes de qualquer conclusão definitiva. Confira a nota na íntegra: 

"As alegações relacionadas ao contrato do CRAR seguem sob análise do Poder Judiciário. Até o momento, o Tribunal de Justiça restabeleceu a execução do contrato por meio de decisões liminares, enquanto o Ministério Público, em duas manifestações nos autos, posicionou-se pela manutenção dessas decisões e destacou a necessidade de aprofundamento das provas antes de qualquer conclusão definitiva.

A Clinicão protocolou, em 10 de junho de 2026, pedido formal junto à CPI, colocando-se à disposição para prestar esclarecimentos, apresentar documentos e responder aos questionamentos formulados.

Apesar disso, um relatório parcial foi elaborado sem que a empresa tivesse a oportunidade de ser ouvida.

Também merece reflexão o fato de que parte relevante das acusações reproduzidas ao longo do processo de investigação possui origem em relatórios e manifestações produzidos por agentes que mantêm vínculos diretos com clínicas participantes do processo licitatório que não lograram êxito na contratação, bem como por atores políticos ligados à oposição da atual administração municipal.

Nenhuma conclusão deveria ser mais importante do que o compromisso com a apuração completa dos fatos."

ÚLTIMA RODADA DE OITIVAS

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Clinicão, instaurada pela Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) para investigar possíveis irregularidades no processo de terceirização do CRAR e na execução dos serviços prestados pela Clinicão, realizará nesta quinta-feira (25), a partir das 14h, sua última rodada de oitivas antes da elaboração do relatório final.

Serão ouvidos pela Comissão as servidoras municipais, Josiane Aparecida do Rosário Tramontin e Maria Luiza Queiroz Nanuncio, além do procurador-geral, Gustavo Schemim da Matta, e a secretária municipal de Saúde, Liliam Cristina Brandalise.

Composta pelos vereadores, Teka dos Animais (União Brasil), presidente; Joce Canto (PP), relatora; além de Geraldo Stocco (PV), Guilherme Mazer (PT) e Léo Farmacêutico (União Brasil), membros, a comissão busca reunir os últimos esclarecimentos necessários para a conclusão dos trabalhos investigativos, que analisam desde a fase de elaboração da licitação até a fiscalização e execução do contrato firmado entre a Prefeitura Municipal e a empresa responsável pela gestão do CRAR.

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