PG quer construir ‘ocas’ para índios

A situação de uma família de índios vinda de Cândido de Abreu que está acampada ao lado da Rodoviária de Ponta Grossa e que foi mostrada pelo Jornal da Manhã na edição de ontem chamou a atenção sobre a questão da Casa do Índio existente no município para acolher indígenas que circulam pela região.
O local, situado na Rua Barão da Barra, em Uvaranas, está depredada e cheia de lixos e entulhos. O telhado também está comprometido. Quem administra o espaço, com recursos próprios, é a Secretaria de Assistência Social. Atualmente, três famílias estão instaladas no endereço. A rotatividade no local ocorre a cada 15 dias. Segundo o responsável pela pasta, Júlio Küller, a casa não é adequada para abrigar os indígenas. “Os índios fazem fogueiras dentro da moradia, não usam os banheiros, enfim, possuem hábitos que não condizem com o local onde estão alojados”, relata.
Para contornar essa situação, Küller revela que um novo projeto já está em estudo. “Nos baseamos em um exemplo de Maringá. Temos a intenção de construir um local afastado da cidade. A ideia é montar algo semelhante a ocas (moradia tradicional indígena) em um terreno nos fundos do Centro de Eventos. Lá existe mata nativa e até mesmo um arroio”, justifica. Para isso, seriam usados recursos municipais. “Não temos ainda uma previsão para execução desse projeto. Ele ainda deve ser enviado para o plano de aplicação”, completa Küller. O valor da obra também não foi revelado.
Informações do Jornal da Manhã.





















