Professores da UEPG paralisam atividades amanhã

Os docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) voltarão a se mobilizar na próxima quita-feira (16). A medida é um protesto contra o Governo do Estado que enviou, novamente, o projeto de lei de Reforma Presidência para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A decisão foi tomada em uma assembleia extraordinária ontem (14).
Segundo a assessoria de imprensa do Sinduepg (Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa), durante a assembleia foi avaliado que, em diversos pontos da proposta do governo, há ataques aos direitos dos servidores, dentre eles a proposta de segregação de 33 mil servidores, reduzindo de 57 para 29 anos a solvência do Fundo Previdenciário.
Outro aspecto rejeitado pelos docentes, diz respeito à proposta de discutir a Previdência Complementar. Por fim, os docentes reivindicam "auditoria completa no Paraná Previdência". “Dessa maneira, a paralisação é necessária como forma de pressionar o governo e os deputados em abrir diálogo com a categoria, a fim de respeitar as reivindicações da categoria”, afirma Marcelo Bronosky, presidente do Sinduepg.
Os deputados aprovaram nesta terça-feira regime de urgência ao PL 252/2015, o que compromete as discussões a respeito desse tema, inviabilizando o "aprofundamento do debate" segundo o sindicato. Essa nova proposta foi apresentada na Alep no dia 07 de abril e a expectativa do governo é aprovar a PL até o final do mês de maio.
Mobilizações dos professores
Os docentes aprovaram, também, a necessidade de realização de atividades de conscientização quanto aos impactos do projeto de lei no Regime Previdenciário dos servidores públicos, como painéis e debates com a comunidade universitária, nos diferentes espaços de trabalho, ao longo da quinta-feira.
Os professores também decidiram participar do ato público contra o Projeto de Lei que prevê a terceirização do trabalho, que irá acontecer no Terminal Central, a partir das 17 horas. A professora Gisele Masson destacou que “há a necessidade de envolvimento dos docentes nessa luta, considerando que poderá haver um profundo impacto nos processos de trabalho que prejudicarão os trabalhadores de modo geral”, conclui.
UEPG enfrentou greve de 31 dias
Em 2015 a UEPG e outras universidades estaduais do Paraná já enfrentaram mais de 30 dias de greve. Na Universidade de Ponta Grossa a paralisação começou no dia 11 de fevereiro e foi encerrada no dia 12 de março - a Instituição teve que replanejar o calendário acadêmico.





















