Delegada realizará novo interrogatório sobre 'Caso Cíntia'

Nesta semana, o principal suspeito do desaparecimento e morte da personal trainer Cíntia de Souza, o padeiro Paulo Leandro Spinardi, deverá ser ouvido novamente pela delegada Tânia Sviercoski, responsável pelo setor de homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP) de Ponta Grossa. “Também iremos ouvir outras pessoas que apareceram durante a investigação na intenção de concluir o inquérito contra o acusado”, explica Tânia. De acordo com a delegada, desde que se entregou a Polícia na última quarta-feira, o acusado não quis se pronunciar sobre o caso. Ainda segundo a delegada, o rapaz segue detido na carceragem da 13ª SDP. “Estamos aguardando a conclusão de alguns laudos para então fazer a transferência do acusado”, justifica.
Em entrevista na manhã de sábado, o advogado de defesa de Spinardi, Renato Tauille, relatou que ainda não tem conhecimento da versão que será dada por seu cliente no novo depoimento. O advogado afirma apenas que ele deve sustentar o que já foi dito. “Ele está bastante abatido com toda a situação e nega a autoria do fato”, completa.
O corpo de Cíntia Quadros de Souza foi encontrado em uma fenda na região do Rio São Jorge – depois de uma denúncia recebida pela Polícia Civil. Após mais de 72 horas de buscas no local, o Corpo de Bombeiros e o Canil da Polícia Militar encontraram a vítima, que estava desaparecida desde o dia 14 de janeiro. Cíntia trabalhava em duas academias da cidade.
Spinardi já responde a processos criminais na justiça de Ponta Grossa. O rapaz teria tentado assassinar outra ex-namorada a golpes de faca em 2013. No mesmo ano, ele teria ateado fogo na residência da mulher. Segundo publicação em Diário Oficial do Poder Judiciário, ele não poderia ficar a menos de 200 metros da vítima mencionada no documento, ou até mesmo manter contato com ela por qualquer meio.
Em fevereiro deste ano a juíza Alessandra Pimentel condenou Spinardi a prisão em regime inicialmente aberto por sete meses e cinco dias, por ter cometido crimes previstos no artigo 147 do Código Penal (ameaça), e no artigo 129 (lesões corporais).
Familiares e amigos pedem justiça
Após dois dias do enterro de Cíntia de Souza, familiares e amigos se reuniram em um protesto na área central da cidade. Nas faixas o principal pedido era por justiça. O ato teve início às 9h30 em frente ao Cemitério Municipal São José. O grupo composto por carros e pessoas a pé seguiu até o Parque Ambiental. Enquanto passavam pela Avenida Vicente Machado, papeis picados brancos foram arremessados de um dos prédios simbolizando um pedido de paz. Mobilização também foi marcada por momentos de fé e oração.
Informações do Jornal da Manhã.





















