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Prolar licita R$ 1,4 milhão para conclusão de casas

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Mariana Galvão Noronha

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A Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar) divulgou novo processo de licitação para contratar empresa de engenharia para conclusão do Conjunto Habitacional Parque das Andorinhas. A concorrência será aberta em 23 de fevereiro, pelo valor de R$ 1.447.678,22 e o edital foi publicado no site da Prolar. O último processo de licitação para a construção de 83 casas no conjunto habitacional foi declarado ‘deserto’, já que nenhuma empresa de engenharia se interessou em disputar pela execução da obra, com fornecimento de material e mão de obra.

O projeto do Conjunto Parque das Andorinhas foi elaborado em 2008 e desde então, somente 26% das obras foram concluídas. O conjunto habitacional prevê a construção de 168 imóveis, com 32,53 m² cada, mas somente 45 imóveis estão prontos. Com o abandono dos trabalhos, as unidades que estão concluídas acabaram sendo tomadas pelo mato e sofrendo com a ação de vândalos.

De acordo com o diretor presidente da Prolar, Dino Schrutt, a ideia é que as empreiteiras se interessem pela concorrência, para dar início às obras o quanto antes. “Esperamos que a obra esteja pronta até o final desse primeiro semestre, de forma a conseguirmos direcionar as famílias que estão há tempos esperando na fila da habitação”, finaliza Schrutt.

Entre as famílias que aguardam uma casa da Prolar, está a mãe de Sônia Ribas, que aguarda há cinco anos. De acordo com a manicure, a mãe até chegou a ser informada que seria beneficiada com uma das casas do Conjunto Habitacional Parque das Andorinhas, mas com o abandono das obras e depredação das poucas casas que foram construídas, a aposentada estaria sem esperanças. “Conhecemos várias famílias que foram beneficiadas pelas casas da Prolar, mas minha mãe só recebeu a promessa e não vimos nem as casas prontas. Enquanto a prefeitura não resolve a situação, ela vive em um casebre bastante precário”, explica a manicure.

Mesmo retomando as obras, ainda ficará faltando 40 imóveis para concretizar o plano inicial de um conjunto habitacional com 168 residências.

Projeto teve início em 2008

O projeto das casas integrava o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) do governo federal, com investimento total de R$ 4.2 milhões, prevendo uma contrapartida do município de R$ 700 mil. O governo federal havia destinado cerca de R$ 17 mil para a construção de cada casa, com uma contrapartida da prefeitura de R$ 8 mil em infraestrutura para cada imóvel, como água, esgoto, cascalhamento, abertura de ruas e energia elétrica. Cada casa deveria ter um custo aproximado de R$ 25 mil.

Informações do Jornal  da Manhã.

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