Família suspeita de latrocínio em morte de zeladora
Familiares da mulher encontrada morta na madrugada de sábado (18) às margens da PR-373, próximo a entrada do bairro Los Angeles, acreditam que ladrões podem estar envolvidos no crime. Vera Lucia Ferreira dos Santos, de 44 anos, trabalhava como zeladora em um colégio particular da cidade e morava na rua Julio Perneta, na Vila Vilela, com três dos cinco filhos. Ela saiu de casa na sexta-feira (17) por volta das 23 horas sem dizer aonde iria. “Ela saiu na sexta e deixou as crianças de 7 e 9 anos com a irmã de 15 anos. Ligou por volta da meia noite para a menina para saber como eles estavam e avisou que logo voltaria para casa. Por volta da uma da manhã do sábado, pessoas que passavam pela rodovia encontraram o corpo dela aparentemente atropelado por vários veículos,” explicou José dos Santos, primo de Vera.
A princípio, a morte de Vera é sendo como atropelamento. José explica ainda que, no dia da morte, a vítima recebeu o valor de R$ 724do benefício do PIS. Este valor, seu celular e documentos pessoais não foram encontrados com a vítima. “Nós não entendemos até agora o que aconteceu. Nunca soubemos que ela ia para aquele lado da cidade, é muito longe de onde ela mora. Minha prima era uma pessoa alegre, todos aqui gostavam muito dela. Não tinha inimizades. Nossa família esta tentando entender o que realmente aconteceu”, desabafou o primo.
Demora para a liberação do corpo
Além da família não saber ao certo o que aconteceu com a vítima , o corpo demorou mais de 48 horas para ser liberado pelo Instituto Médico Legal de Ponta Grossa (IML). A família alega que a informação repassada pelo IML é que, para o reconhecimento do corpo, era necessário realizado um exame de papiloscopia, mas o médico responsável pelo procedimento mora em Curitiba. "Estamos aqui na casa da mãe dela desde às 17h de ontem [19] esperando o corpo para velório e até agora nada. No IML eles alegam que não tem na cidade o médico para fazer o exame de papiloscopia. Só existem dois profissionais desta área no estado, um em Curitiba e um em Londrina, e eles não se deslocam no final de semana. Como pode um IML igual ao de Ponta Grossa que atende toda a região ficar na dependência do médico vir de outra cidade. É um desrespeito, já estamos sofrendo pela perda e não sabemos ao certo nem o que aconteceu com ela, aí pra piorar a situação essa demora", desabafou os familiares.
De acordo com o IML, existe um procedimento padrão a ser adotado nos critérios de identificação. “Quem faz a identificação não somos nós, é o Instituto de Identificação da Polícia Civil. O corpo apresentava vários ferimentos devido ao atropelamento que dificultaram até mesmo o reconhecimento da família. A vítima também não portava documentos. O procedimento neste caso, é colher as impressões digitais pelo médico papiloscopista e enviar para Curitiba. Lá, a Policia Civil vai confrontar as digitais com o arquivo de identificação, por isso a demora. As identidades mais recentes já estão com as digitais todas em sistema, o que facilita nosso trabalho. As antigas ficam no arquivo da polícia em Curitiba,” explicou Wilson de Lucena, agente de perícia do IML Ponta Grossa.
O corpo de Vera foi liberado às 10 horas de hoje (20) para o velório. O sepultamento deveria acontecer ainda nesta segunda-feira





















