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Empresas da região somam R$ 1,42 bi em exportações

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Fernando Rogala

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Ao contrário do que ocorre no Brasil e no Estado do Paraná, as exportações e as importações registradas na Região dos Campos Gerais apresentam alta no primeiro trimestre. De acordo com o balanço mensal apresentado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os 18 municípios da região que mantém negociações com outros países somaram US$ 463,6 em exportações (ou R$ 1,42 bi, com o dólar cotado a R$ 3,07), com alta de 18,7% em relação ao mesmo período no ano passado (US$ 390 milhões).

As exportações também cresceram na região, passando de US$ 160,8 milhões para US$ 210,6 milhões (alta de 30,9%). Apesar do crescimento maior das importações, a balança comercial apresentou um saldo maior que o registrado no ano passado, de US$ 254 milhões (crescimento de 10,9% sobre os US$ 229 milhões em 2014). No Paraná, as exportações caíram 18%, de US$ 4,10 bilhões para US$ 3,36 bilhões; enquanto que no Brasil caíram 13,7%, passando de US$ 49,58 bilhões para US$ 42,77 bilhões.

Ponta Grossa foi o município que registrou a maior participação das exportações na região, totalizando US$ 272,3 milhões, seguido por Telêmaco Borba (US$ 113,9 milhões), Jaguariaíva (US$ 24,1 milhões), Irati (US$ 9,4 milhões), e Sengés (US$ 9,4 milhões). As maiores evoluções nas exportações foram de Piraí, que passou de US$ 2,1 para US$ 8,4 milhões, seguido por Ventania (de US$ 2,9 para US$ 6,2 milhões) e Imbituva (de US$ 4,5 para 8,2 milhões). Em relação à balança comercial, os maiores saldos são de Ponta Grossa (US$ 122,9 milhões), Telêmaco Borba (US$ 104,8) e Jaguariaíva (US$ 20,2 milhões).

Entre os produtos mais exportados na região estão as commodities, como a soja e seus derivados, que correspondem a 69% das exportações de Ponta Grossa, por exemplo (ou seja, US$ 188 milhões, valor que foi superior aos US$ 140 milhões exportados no mesmo período no ano passado). Na segunda posição aparecem papéis e, na sequência, milho e trigo. Para o economista do Núcleo Regional do Departamento de Economia Rural (Deral), Luiz Alberto Vantroba, esse crescimento das exportações da região, com as commodities, deve estar relacionada ao preço do dólar. “Provavelmente é o dólar. As empresas industrializam a soja e parte vai como farelo e outra parte como óleo. Além disso, a produtividade foi melhor que no ano passado”, esclarece.

Balança comercial tem superávit

As exportações em Ponta Grossa apresentaram um grande crescimento neste primeiro trimestre. Entre janeiro e março foram exportados US$ 272,7 milhões, com crescimento de 29,8% em relação aos US$ 210,1 milhões exportados em 2014. Somente em março, houve uma evolução de US$ 92,5 milhões para US$ 127,7 milhões. No acumulado do ano, a balança comercial apresenta superávit de US$ 122,9 milhões (em 2014, esse superávit era de 103,4 milhões). O maior parceiro comercial do município nas exportações é o Irã, que absorveu 16% de produtos enviados de Ponta Grossa. A China, que até o mês passado não aparecia entre as cinco primeiras, agora é a segunda maior parceira, que recebeu 15,8% dos produtos exportados do município.

Informações do Jornal da Manhã.

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