Agroindústria cresceu 1,8% em abril, aponta FGV | aRede
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Agroindústria cresceu 1,8% em abril, aponta FGV

Crescimento foi puxado pelo segmento de produtos alimentícios e bebidas (2,4%), e o de produtos não alimentícios (1,0%)

Setor de biocombustíveis saltou 51,3% em comparação a abril de 2025
Setor de biocombustíveis saltou 51,3% em comparação a abril de 2025 -

Publicado por Iolanda Lima

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Em abril, a agroindústria apresentou um crescimento de 1,8% frente ao mesmo período de 2025, segundo o PIMAgro (Índice de Produção Agroindustrial) da FGV, divulgado nesta sexta-feira (19).

De acordo com o levantamento, a alta foi puxada pelos segmentos de produtos alimentícios e bebidas (2,4%) e pelo de produtos não alimentícios (1,0%).

Apesar do desempenho geral positivo, nessa comparação apenas dois setores apresentaram alta de forma isolada: produtos alimentícios (3,2%) e biocombustíveis (51,3%).

O crescimento expressivo, segundo a FGV, foi reflexo do aumento da moagem e da qualidade da cana-de-açúcar. O crescimento da demanda por etanol, aliado a maior competitividade do biocombustível, também foi um fator que impulsionou esse crescimento.

Por outro lado, o setor de bebidas apresentou uma retração generalizada (-1,8%), com redução nas bebidas não alcoólicas (-0,5%) e mais expressiva nas bebidas alcoólicas (-3,1%). As informações são da CNN Brasil.

No ramo de produtos não alimentícios, a maior queda foi no setor de insumos agropecuários, com redução de 13,3%.

Impactos dos conflitos

No acumulado do ano, a agroindústria apresentou um crescimento de 0,7%, um percentual reduzido, mas que mostrou a resiliência do setor frente aos problemas de 2026, segundo avaliação da FGV.

“O principal entrave, com certeza, é o conflito no Irã, que dificultou a exportação de alguns produtos para a região, bem como elevou diversos custos de produção, com grande destaque para combustíveis e fretes”, destacou o levantamento.

A pesquisa alerta que, para o restante do ano, três pontos de conflito podem afetar o crescimento do setor: esgotamento da cota chinesa de importação da carne bovina brasileira; retirada do Brasil, a partir de setembro, da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia; e a nova rodada do tarifaço dos Estados Unidos que atingirá, entre outros produtos, calçados e pescados.

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