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UEPG pesquisa combate a pragas e aposta em biodefensivos para fortalecer a produção

Estudos desenvolvidos na Fazenda Escola Capão da Onça buscam reduzir perdas na soja e no milho com manejo integrado, controle biológico e novas estratégias contra plantas daninhas

Diferentes pragas exigem monitoramento constante, especialmente nas lavouras de soja, segundo o professor doutor em Agronomia e diretor da Fazenda Escola, Orcial Bortolotto
Diferentes pragas exigem monitoramento constante, especialmente nas lavouras de soja, segundo o professor doutor em Agronomia e diretor da Fazenda Escola, Orcial Bortolotto -

Lucas Veloso

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O combate a pragas e plantas daninhas é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores rurais. Pensando em oferecer soluções mais eficientes, sustentáveis e adaptadas à realidade regional, pesquisadores, professores e estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) desenvolvem uma série de estudos na Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon), referência em pesquisa aplicada ao agronegócio nos Campos Gerais.

O tema é destaque do novo episódio da série Expedição A Força do Agro, que mostra como o conhecimento produzido dentro da universidade contribui diretamente para aumentar a produtividade no campo e reduzir prejuízos causados por insetos, doenças e plantas invasoras.

De acordo com o professor doutor em Agronomia e diretor da Fazenda Escola, Orcial Bortolotto, diferentes pragas exigem monitoramento constante, especialmente nas lavouras de soja. Entre os principais problemas observados nos últimos anos estão percevejos, tripes e ácaros, cuja incidência tem aumentado em função das condições climáticas.

“Nós temos ocorrência de lagartas, mas que raramente têm apresentado problemas que exijam intervenção. Já os tripes, os ácaros e principalmente os percevejos vêm apresentando crescimento populacional e exigem atenção dos produtores”, explica.

Manejo correto evita resistência das pragas

Um dos focos das pesquisas realizadas pela UEPG é o manejo integrado de pragas, estratégia que busca reduzir a dependência exclusiva de defensivos químicos.

Segundo Bortolotto, a utilização repetitiva dos mesmos produtos pode favorecer a resistência dos insetos, diminuindo a eficiência do controle e aumentando os custos de produção. “O produtor precisa trabalhar com diferentes mecanismos de ação e grupos químicos. Isso reduz os problemas de resistência e ajuda a manter as populações de pragas sob controle”, destaca.

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Cigarrinha preocupa produtores de milho

Nas lavouras de milho, uma das principais preocupações dos pesquisadores é a cigarrinha, inseto responsável pela transmissão de doenças que comprometem o desenvolvimento das plantas.

Ao se alimentar do milho, a praga pode transmitir patógenos que causam o chamado enfezamento, reduzindo drasticamente a produtividade da cultura. “O comprometimento pode ser extremamente elevado. Em casos mais severos, as perdas podem chegar a 100% da produção”, alerta o professor.

Para enfrentar o problema, estudantes e pesquisadores avaliam diferentes estratégias de controle. Entre elas estão o plantio em épocas mais adequadas e a busca por alternativas biológicas ao uso exclusivo de produtos químicos. “Estamos desenvolvendo trabalhos que buscam outras ferramentas para o controle da cigarrinha, além dos químicos. Também observamos que o plantio realizado na época correta reduz significativamente a pressão da praga”, explica o estudante Gustavo Oliveira.

Biodefensivos ganham espaço no campo

Outro destaque das pesquisas desenvolvidas pela universidade é o uso crescente de biodefensivos. A aplicação de bactérias promotoras de crescimento, agentes fixadores de nitrogênio, biofungicidas e bioinseticidas tem apresentado resultados positivos em diferentes culturas.

Segundo Bortolotto, o controle biológico já faz parte da realidade de muitas propriedades da região. “O uso de biológicos aumentou muito nos últimos anos, principalmente no controle da cigarrinha do milho. Quando associado a outras ferramentas, ele apresenta resultados muito importantes e contribui para o aumento da produtividade”, afirma.

Estudos também combatem plantas daninhas

Além dos insetos e ácaros, a Fazenda Escola mantém áreas experimentais dedicadas ao estudo de plantas daninhas resistentes aos herbicidas.

A doutoranda em Agronomia Maria Stroka Kremer explica que a principal estratégia é impedir a disseminação dessas espécies para novas áreas. “É fundamental realizar a limpeza de máquinas agrícolas, utilizar sementes certificadas e adotar práticas que evitem a propagação dessas plantas”, destaca.

A pesquisadora também aponta a rotação de culturas e o uso de cultivares com fechamento rápido das entrelinhas como ferramentas importantes para reduzir a incidência de invasoras.

Já o mestrando Gabriel Fielka alerta para os impactos econômicos da resistência aos herbicidas. “Quando não controladas adequadamente, as plantas daninhas podem provocar perdas de até 80% ou 90% da produtividade, além de aumentar significativamente os custos de produção”, ressalta.

Pesquisa aplicada à realidade dos Campos Gerais

Para o presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, Gustavo Ribas Netto, o principal diferencial dos estudos desenvolvidos pela UEPG está na conexão direta com a realidade dos produtores da região. “Quando a pesquisa é feita aqui, dentro da nossa realidade, conseguimos entender melhor os problemas que enfrentamos e antecipar soluções para situações que podem surgir nas propriedades”, afirma.

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Pesquisas realizadas na Fazenda Escola (Fescon) da Universidade mostram que o manejo adequado e o uso correto de biodefensivos reduzem problemas com pragas | Autor: aRede.info

Objetivos da plataforma

A Plataforma Agro pode ser acessada tanto por um link no portal quanto diretamente pelo endereço arede.info/agro. Junto com a plataforma, o Portal aRede inicia oficialmente a publicação dos materiais da Expedição A Força do Agro, realizada pelo Grupo aRede não apenas na região dos Campos Gerais, mas também em outras cidades do Estado, de Paranavaí a Paranaguá, para destacar todo o potencial produtivo e tecnológico do agronegócio paranaense.

A plataforma chega para trazer notícias e produções próprias sobre esse setor tão relevante para a economia da região e de todo o país, o agronegócio, atendendo a uma demanda regional, pelo grande potencial do setor junto aos municípios.

Além das notícias atualizadas sobre o setor, em formato de texto, a plataforma também traz o boletim diário, em formato de vídeo, em uma abordagem resumida e prática, adaptada ao dia a dia, com as últimas e principais notícias do agronegócio regional, estadual e nacional, além da análise de um especialista, do agrônomo Nahin Goes, de segunda a sexta.

Cronograma

As reportagens especiais serão veiculadas sempre pela manhã, por volta das 8h30, no Portal aRede, em sua plataforma agro, e nas redes sociais (Facebook e Youtube). No decorrer do dia, cortes das reportagens serão publicados nas redes sociais, enquanto que no início da noite, acontece a reprise da reportagem. O lançamento do livro-anuário, que também conta com os dados socioeconômicos de todas as cidades da região e dos principais municípios do Paraná, está marcado para o dia 26 de junho, em um grande evento, em Ponta Grossa.

A Expedição A Força do Agro é composta por uma série de materiais elaborados pela equipe de reportagem do Grupo aRede, que serão publicados em:

- Reportagens em vídeos;

- Entrevistas em estúdio;

- Livro-anuário.

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