Profissionais do transporte escolar fazem apelo
Grupo organiza manifestação em busca de alimentos e busca expor necessidades dos profissionais do setor

Grupo organiza manifestação em busca de alimentos e busca expor necessidades dos profissionais do setor
Trabalhadores do transporte escolar e do turismo realizam neste sábado (25) um manifesto em Ponta Grossa. Parados há mais de um mês diante da pandemia da Covid-19, os trabalhadores farão um minuto de silêncio em um ato em frente ao Centro de Eventos da cidade. Além disso, o grupo busca arrecadar alimentos que serão doados para aqueles trabalhadores do setor que mais necessitam.
Alessandra R. M. Tortato é trabalhadora do setor e destaca que o grupo reúne cerca de 1000 empregos diretos apenas em Ponta Grossa e na região dos Campos Gerais - esse número reúne os transportadores e também monitores que atuam no setor. "Em Ponta Grossa nós estamos sem poder trabalhar desde o dia 20 de março", explica Alessandra.
O grupo vai se reunir em frente ao Centro de Eventos, na região do Santa Paula, a partir das 14h30. Todos os participantes deverão usar máscaras e prezar pelo distanciamento social. No local, os organizadores vão realizar o recolhimento da doação de alimentos.
Primeiro setor a ser atingido
Alessandra lembra que em todo o país os trabalhadores do transporte escolar foram os primeiros a interromperem as atividades. "Nós também sabemos que seremos os últimos a retornar", explica. "Já estamos há mais de 30 dias parados, alguns pais compreenderam e efetuaram os pagamentos do transporte escolar, muitos se aproveitaram da pandemia para não pagarem e cancelaram seus contratos", conta.
A trabalhadora explica ainda que esse é um setor "difícil por natureza" e que agora acabou por colapsar. "No mês de Maio com certeza ninguém irá receber do transporte", lamenta. Alessandra destaca que os pais foram explicados que, com o retorno das aulas, os profissionais irão cumprir o transporte das crianças todos os dias. "Mesmo que seja aos finais de semana, feriados, férias escolares e férias de final de ano", conta Alessandra.
"Mesmo assim, ainda mais com algumas informações que surgem, causando ainda mais insegurança nos pais a respeito das escolas. Fica muito difícil mantermos os nossos alunos", explica a trabalhadora do setor.





















