VCG pede intervenção do Conselho em negociação

Para oferecer uma proposta de aumento real aos colaboradores, a Viação Campos Gerais (VCG) cobrou participação do Governo Municipal e do Conselho Municipal de Transporte (CMT) nas negociações com o Sindicato dos Motoristas e Trocadores de Ponta Grossa (Sintropas-PG).
Segundo a concessionária, ‘qualquer situação superior ao índice da inflação depende do CMT e do Poder Público’. A participação da entidade nas negociações e o aval da Prefeitura para um aumento real estaria vinculada com os impactos do reajuste na planilha de custos do transporte coletivo.
A assessoria de imprensa da VCG informou que foi notificada oficialmente pelo Sintropas na última terça-feira, quando houve uma reunião da direção com a categoria. “A empresa ficou de analisar uma nova proposta, mas ressaltamos que o reajuste apresentado é coerente e que qualquer variação depende do Poder Público”, destacou.
A proposta apresentada pela Viação ao Sintropas prevê o repasse do índice inflacionário aos motoristas e cobradores, calculado em pouco mais de 8%. Sobre os impactos do reajuste na tarifa do transporte, a empresa preferiu não comentar e considerou ‘leviano’ falar sobre o assunto antes que haja um acordo com a categoria.
O presidente do CMT, Helmiro Bobeck, disse que a entidade ainda não foi convidada a participar das negociações. “Estou sabendo que as negociações estão devagar, mas ainda não fomos notificados pela empresa para participar do processo”, afirmou. A próxima reunião do CMT acontece no fim deste mês. “Mas se for preciso, vamos adiantar a reunião”, comentou.
Para acompanhar possíveis desdobramentos das negociações no preço do transporte, a Câmara de Ponta Grossa instaurou na última semana uma Comissão Especial de Investigação (CEI) sobre a planilha da VCG. Por inciativa do vereador Aguinel Batista (PCdoB), a CEI pretende confrontar os números da planilha com os números executados pela concessionária.
IMPASSE - Sintropas aguarda nova proposta
O Sindicato dos Motoristas e Trocadores de Ponta Grossa (Sintropas-PG) pede 16% de reajuste salarial, além de cláusulas sociais que melhorem as condições de trabalho da categoria. A proposta patronal foi rejeitada no último dia 19 de maio, em assembleia geral.
De acordo com o presidente do Sintropas, Sirton Barbosa, os colaboradores esperam um aumento real para este ano. “Estamos aguardando ainda uma nova proposta para convocar uma assembleia com a categoria”, afirmou. “Eles (VCG) já sinalizaram que vão dar uma costurada na proposta, então vamos esperar outra proposta”, completou Barbosa.
Informações de Stiven Souza do Jornal da Manhã





















