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Ausência de estrutura inviabiliza Gaeco em PG

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Ponta Grossa é a única das cidades de médio porte do Paraná a não contar com uma sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Dentro do projeto de regionalização, o Gaeco garante a abrangência de Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá, Londrina, Guarapuava e Curitiba. Braço do Ministério Público Estadual (MP), o grupo também já esteve no município de Guaíra, mas foi desativado por falta de estrutura.

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Leonir Battisti, a falta de estrutura também é um dos fatores que inviabiliza a instalação de uma sede em Ponta Grossa. Battisti conta que, há cerca de quatro anos, houve a reivindicação de entidades para o grupo se instalar no município, mas por falta de garantias de continuidade nos trabalhos, não houve evolução no debate.

“Na oportunidade, começamos a ter um problema de manter a estrutura e não conseguimos desenvolver a ideia”, disse à reportagem do Jornal da Manhã. “Nós precisamos de garantias para ter continuidade – e o nosso serviço repousa da continuidade, é importante destacar isso. Havia um problema da instabilidade e também do ângulo do próprio MP, não houve uma condição de que pudéssemos ter promotores para conduzir as atividades”, completou Battisti.

Além da redistribuição de promotores, o Gaeco também necessita de efetivo policial, cedidos pelo Estado ao MP, para dar andamento aos trabalhos. Sem sede própria, atualmente Ponta Grossa é atendida pelo Gaeco de Curitiba. “O governo dá apoio fazer a liberação dos policiais, mas isso só acontece se houver promotores que ‘comprem’ a ideia do Gaeco”, explicou o coordenador do grupo.

No último mês, a atuação do Gaeco tem se destacado em Londrina, onde o MP desvendou o esquema de corrupção na Receita Estadual através da Operação Voldmort. Em relação ao protagonismo da cidade em casos de corrupção, Battist acredita que isso se deve justamente ao trabalho do grupo. “Não é que exista mais corrupção em Londrina, mas lá (Londrina) recebemos todo dia informações, porque existe uma tradição da população levar as irregularidades até nós”, argumentou Battisti.

Gaeco prioriza o combate ao crime no setor público

Em entrevista ao JM, o promotor Leonir Battisti disse que o Gaeco tem se especializado cada vez mais no combate ao crime organizado no setor público. “Temos trabalho nos crimes tradicionais, mas o Gaeco hoje está se dirigindo mais para o combate do crime organizado dentro das estruturas de poder”, afirmou. Para Battisti, um dos fatores que garantem o foco nos crimes contra o patrimônio público é a independência das promotorias.

Informações do Jornal da Manhã.

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