Projeto da Pinacoteca não sai do papel em Ponta Grossa

A Pinacoteca de Ponta Grosa é um projeto, de 2007, para a construção de um espaço para as artes visuais na cidade, onde seriam expostas pinturas de artistas locais. Naquele ano, a antiga Secretaria Municipal de Cultura conseguiu, através da Lei de Incentivo à Cultura, um acervo para a Pinacoteca ‘Cidade de Ponta Grossa’, com obras compiladas pela artista plástica Margareth Giostri.
Em Nota Oficial de 2007, no site da prefeitura, a Secretária de Cultura na época e o ex-prefeito, Pedro Wosgrau Filho, garantiam a construção de um prédio próprio para a Pinacoteca. Porém, desde a inauguração em 2007 o projeto funcionou apenas como instituição e nunca como espaço físico para a divulgação do trabalho de artistas da cidade.
O projeto, contemplado pela Lei Rouanet para a construção de um acervo para a instituição, tem suas obras integrando a Reserva Técnica de Obras de Arte do Município. São obras do acervo da Pinacoteca, doações e artes adquiridas em salões e concursos. Atualmente a Reserva Técnica está no anexo do Centro de Cultura, mas, segundo a Fundação de Cultura, será transportada nos próximos dias para a Estação Arte.
Já em 2009, o projeto para a construção de um espaço físico para a Pinacoteca começou a ser trabalhado pela gestão da época. A ideia era a realização de um Polo Cultural, com Biblioteca, Conservatório Musical e a Pinacoteca – única parte do projeto que não foi realizado. Segundo nota no site da prefeitura, o terreno onde hoje está localizada a biblioteca e o conservatório custou R$3,8 milhões para os cofres públicos. Área adquirida tendo em visto a construção da Pinacoteca, mas o projeto não foi concretizado.
Recentemente o artista, Celso Parubocz, publicou em suas redes sociais uma mensagem questionando o que foi feito com o projeto da Pinacoteca. “A arte e os artistas sempre foram tratados com descaso em nossa Cidade. Não temos um espaço sequer adequado para mostrar o trabalho de nossos mestres da arte”, defendeu Celso. Segundo ele, o ideal seria um espaço fechado com iluminação e sistema de ar para divulgar os trabalhos de artistas novos e já consagrados.
Alternativas - Vila Hilda pode abrigar unidade
A Fundação Municipal de Cultura estuda, atualmente, a possibilidade da transferência das obras do acervo da Pinacoteca para a Mansão Vila Hilda. Em duas semanas devem anunciar o projeto de utilização das obras do acervo. O artista Celso Parubocz já se posicionou sobre a possível transferência desse acervo para a Vila Hilda e destaca a inviabilidade do projeto. “Não tem como fazer lá, porque a parede da casa é decorada. Como vão colocar as obras na parede? São ideias equivocadas”, afirma o artista. Além disso, o espaço, construído em 1926, é tombado pelo patrimônio histórico e possui o interior com pinturas que retratam motivos europeus da época. “Eles vão por as obras onde? No chão?”, questiona Celso.
Inviabilidade - Fundação declara incapacidade técnica no projeto inicial
Segundo a Fundação Municipal de Cultura, o prédio da Pinacoteca foi abandonado devido à incapacidade técnica do projeto. A inviabilidade deve-se a três fatores principais: a umidade, a iluminação (alta incidência de sol) e o calor. Como a obra seguiria os moldes da Biblioteca e do Conservatório (com paredes de vidro) as obras de arte poderiam ser afetadas por esses fatores. “A proposta na época era construir um edifício nos mesmos moldes da Biblioteca Pública e Centro da Música, com paredes de vidro e uma pirâmide invertida de vidro no centro, o que é inviável para trabalhar com obras de arte”, declarou a Fundação.
Informações do Jornal da Manhã





















