Responsável explica como funciona processo de adoção

Segundo informações da Vara da Infância e Juventude, Ponta Grossa possui seis instituições de acolhimento responsáveis pelo sistema de adoção de crianças e adolescentes no município. Tentando evitar a ‘adoção à brasileira’, o órgão realiza trabalhos sociais e jurídicos para auxiliar pessoas, casais e famílias durante o processo de adoção.
Para o psicólogo da instituição, Diego Adur, é importante que as pessoas saibam que toda adoção deve ser feita exclusivamente no Fórum de Ponta Grossa. “O processo legal de adoção evita transtornos posteriores para todos os envolvidos, principalmente para a criança”, destaca.
Diego orienta que, caso exista o interesse em adotar uma criança ou adolescente, basta entrar no site da Vara da Infância e Juventude de Ponta Grossa e verificar todos os passos necessários durante o processo.
“O primeiro passo é reunir todos os documentos necessários. Eles são diferentes para solteiros e casados, e por isso a lista encontra-se no site. Também existe uma espécie de formulário de cadastro, onde o interessado deve imprimir em casa e preencher antes de comparecer ao Fórum”, explica o psicólogo, que trabalha no Serviço de Auxílio à Infância (SAI) da Vara.
Na sequência a pessoa é levada para conhecer os trabalhos das instituições de acolhimento do município. Das sete, duas delas são destinadas para crianças de zero a sete anos – a Frascisclara e o Núcleo Promocional Pequeno Anjo. Acima dos oito anos, a cidade disponibiliza de uma instituição exclusiva para meninos (o Instituto João XXIII), duas para meninas (a Casa Santa Luiza de Marillac e a Associação de Pomoção à Menina – APAM) e uma para deficientes (o Recanto Espírita Maria Dolores).
Antes da adoção ser concretizada, a pessoa ou o casal devem participar de um ‘processo de habilitação para adoção’, onde consegue os documentos necessários para finalizar o acolhimento da criança ou do adolescente. O processo consiste em participar de grupos de ação nas instituições responsáveis. Além disso, os interessados ainda passam por uma entrevista e por uma visita domiciliar de uma assistente social.
Após estar ‘habilitado’, basta que o interessado participe de ao menos seis reuniões com grupos de discussão sobre o assunto – organizados frequentemente pela própria Vara da Infância e Juventude de Ponta Grossa e também pelo Grupo de Apoio à Adoções Necessárias (GAAN). Os debates reúnem informações legais e jurídicas sobre o assunto, além de contar com a presença e dicas de pais e pessoas que já concluíram o processo de adoção.





















