Depoimento fecha investigação sobre morte de motoboy

A Polícia Civil de Ponta Grossa está prestes a finalizar o processo de investigação sobre a morte do mototaxista Cristofer Nascimento Camargo, de 23 anos. A prisão do principal suspeito – Rogério de Oliveira, conhecido como ‘Rogerinho’ – faz com que os investigadores aguardem somente um depoimento e algumas pequenas diligências para concluir o caso.
Rogerinho foi preso na tarde do último sábado (11), às 17h50, em um bar localizado na Avenida Ana Rita, no bairro de Uvaranas em Ponta Grossa. De acordo com informações da PM, policiais militares receberam uma denúncia anônima de que o suspeito estaria no local e foram até o estabelecimento para efetuar a prisão.
A equipe encaminhou Rogério de Oliveira até a 13ª Subdivisão Policial (SDP), onde foi decretada a prisão temporária do rapaz. Na sequência ele foi levado até a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, onde segue até o momento.
De acordo com o delegado Josimar Antônio da Silva, da 13ª SDP e responsável pelas investigações do caso, o suspeito será ouvidos nos próximos dias – entre hoje (13) e quarta-feira (15) – para dar continuidade no processo de investigação. “Além do depoimento, algumas diligências pequenas precisam ser concluídas para que ele possa, definitivamente, ser enquadrado pela morte deste caso”, afirma o delegado. As diligências necessárias não foram divulgadas por Josimar, já que o processo de investigação ainda não está finalizado – e até mesmo para preservar os envolvidos no caso.
Relembre o caso
Rogerinho é o principal suspeito de executar Cristofer Nascimento Camargo, de 23 anos, com um tiro no rosto. O caso aconteceu no último dia 21 de março, no bairro de Uvaranas – o crime ficou marcado pelos moradores da região e, principalmente, pela classe de mototaxistas de Ponta Grossa.
Cristofer foi morto durante uma 'corrida' e a moto foi levada pelo assassino – assim o caso vem sendo tratado como latrocínio (roubo seguido de morte). O motoboy chegou a ser socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhado às pressas para o Hospital Bom Jesus, mas faleceu horas depois, quando já estava internado.
Mesmo baleado, Cristofer conseguiu ligar para um colega de profissão e avisar sobre o acontecido. O amigo foi até o local e acionou socorro médico. No dia 24 de março, três dias após o crime, a motocicleta utilizada pelo trabalhador foi encontrada em uma residência da Vila Coronel Cláudio – a casa pertence a uma tia de Rogerinho.
A identificação do suspeito foi possível através de mensagens e ligações no celular de Cristofer e também com informações colhidas no dia em que a moto foi recuperada.





















