Servidores pedem 15% de reajuste salarial a Rangel

A menos de um mês da data-base da categoria, o Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa (Sindserv) definiu ontem a proposta de reajuste salarial que será apresentada ao prefeito Marcelo Rangel (PPS). Em assembleia com representantes de vários setores do funcionalismo público, a entidade estabeleceu em 15% o aumento na remuneração pretendido neste ano.
De acordo com o presidente do Sindserv, Leovanir Martins, a inflação acumulada nos últimos meses foi o principal fator que levou os servidores definirem uma proposta superior à apresentada no ano passado. “Estima-se que a inflação fique na faixa de 8,5%, com isso, pedimos 7% de aumento real”, afirmou. “Precisamos que a tendência da recomposição salarial seja mantida para que o poder de compra dos servidores não fique defasado”, completou.
O Sindserv vai protocolar à reivindicação nesta sexta-feira, na expectativa de que o Governo Municipal agende a primeira rodada de negociações já na próxima semana. A data-base da categoria ocorre no dia 1º de maio.
A proposta deve gerar desconforto nas finanças da Prefeitura, que desde dezembro segue com a folha de pagamento acima do limite recomendado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o último relatório fiscal da Secretaria de Gestão Financeira, 51,6% da receita corrente líquida de Ponta Grossa estava comprometida para o pagamento de pessoal e encargos sociais.
O governo ainda não publicou o relatório financeiro referente aos três primeiros meses deste ano, mas com o repasse de 1% em janeiro, remanescente do acordo salarial do ano passado, as despesas com a folha já superam o valor contabilizado em dezembro. Em 2014, os gastos com pessoal consumiram R$ 282 milhões da receita corrente, calculada em R$ 546 milhões.
A definição do Sindserv aconteceu na noite de ontem. A Prefeitura não se manifestou sobre o pedido de 15% de reajuste nas remunerações até o fechamento desta edição.
Negociações - Sindserv cobra ‘maturidade’ e ‘transparência’
Questionado se estaria aberto a mais um parcelamento no reajuste salarial, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Leovanir Martins, disse que “não se pode iniciar uma negociação com uma posição irredutível”. “Esperamos que o Governo Municipal tenha maturidade e que as negociações sejam feitas com transparência”, disse. No ano passado, o governo parcelou o reajuste de 10% em três vezes, sendo que a última foi concedida apenas em janeiro deste ano. O limite prudencial foi o argumento da Prefeitura.
As informações são do Jornal da Manhã





















