Meio Ambiente contesta obras do Parque Central

A primeira etapa das obras do Parque Central deve ser reformulada devido a impasses ambientais. O plano do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Iplan) prevê a construção de um anfiteatro e arquibancadas nas proximidades do Super Muffato Hipermercado, em Olarias. No entanto, conforme parecer da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o local pretendido para as obras é considerado área de preservação ambiental.
De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Valdenor Paulo Cenoura, nenhuma edificação pode ser construída no terreno. “Nossos engenheiros fizeram um estudo naquela área, que é de preservação ambiental, e concluíram que ali não pode haver edificações”, disse. Cenoura afirmou também que somente projetos de paisagismo podem ser executados no local.
O processo sobre a viabilidade das obras começou a tramitar na Prefeitura ainda em setembro do ano passado, quando o Iplan pediu a decretação de utilidade pública da praça intitulada Irmãos Wagner. O requerimento do instituto chegou à Secretaria de Meio Ambiente em outubro e, no dia 27, técnicos da pasta emitiram o parecer sobre o terreno. Atualmente, o processo segue na Divisão de Controle Ambiental.
Embora a discussão sobre o caso tenha sido iniciada em setembro, no mês anterior o Governo Municipal já havia desmatado a área e realizado serviços de terraplanagem no terreno, situado entre as ruas Jacob Holzmann e Ermelino de Leão.
O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema) se reúne amanhã para discutir o processo em tramitação na Prefeitura. Segundo o presidente da entidade, Edilson Gorte, engenheiros do Iplan foram convidados para apresentar o projeto do Parque Central e explicar os impactos ambientais das obras aos conselheiros. “Sabemos que ali é uma área de preservação ambiental, mas ainda não podemos nos manifestar sobre o projeto sem ouvir os técnicos do Iplan, responsáveis pelo estudo no local”, comentou.
A construção do anfiteatro na praça ‘Irmãos Wagner’ é a primeira etapa do Parque Central, lançado pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS) em 2014. O projeto se estende até a Estação Saudade e prevê a extinção do Terminal Central.
‘Obras terão pouco impacto’, diz Iplan
De acordo com a arquiteta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Iplan), Nisiane Madalozzo, as obras previstas na praça Imãos Wagner têm pouco impacto ambiental e podem ser executadas. “Existem leis que definem as metragens em relação aos arroios que podem ser ocupadas ou não”, diz. “Se o projeto paisagístico levar em consideração essas normas, não haverá qualquer problema”, completa. Nisiane explica que caberá ao Iplan fiscalizar o projeto que será elaborado pela empresa contratada, para que as normas sejam respeitadas. A arquiteta conduzirá a apresentação ao Condema, amanhã.
Informações do Jornal da Manhã.





















