Bloqueio em rodovias de PG deve começar hoje

Os protestos nacionais no setor do transporte devem chegar hoje (24) a Ponta Grossa, sede de um dos maiores entroncamentos rodoferroviários do sul do Brasil. Informações repassadas ao Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Ponta Grossa e Campos Gerais (SINDITAC-PG) dão conta de que rodovias da região devem ser bloqueadas ainda nessa terça-feira.
As manifestações já se espalharam por todo o Brasil: no Paraná 25 trechos e rodovias já foram interditadas pelos grevistas. Em Guarapuava a BR-277 já está interditada para a passagem de caminhões de carga.
Em Ponta Grossa as rodovias bloqueadas deverão ser a BR-277, BR-376 e PR-151.
"O Brasil vai parar", diz sindicalista
Neuri Tigrão, presidente do SINDITAC-PG, confirmou a informação de que existe uma grande possibilidade de que trabalhadores paralisem o trânsito em rodovias que cortam Ponta Grossa. "Estou viajando para Maringá e não se vê mais caminhão nenhum na estrada. O Brasil está parando e vai parar", criticou Neuri por telefone.
Para o sindicalista não há mais condições do caminhoneiro trabalhar com o preço atual do óleo diesel - essa é uma das principais reivindicações da categoria. Neuri disse que já teve contato com o Ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, e uma mesa de negociações deverá ser aberta ainda hoje.
Tigrão salientou que o protesto não é uma manifestação sindical, mas sim uma ação espontânea dos trabalhadores do setor. "Não tem como mais ser caminhoneiro no Brasil. Não se ganha para viver", critica.
Protesto prejudica abastecimento
Com o bloqueio de caminhões de carga em várias estradas do Estado, o abastecimento em algumas cidades da região já está prejudicado. Em alguns municípios o litro da gasolina chegou a ser comercializado a R$ 5.
Cargas perecíveis
Um empresário, dono de um frigorífico de Ponta Grossa, entrou em contato com a redação do portal aRede. Ele preferiu não se identificar, mas contou que corre o risco de sofrer um prejuízo milionário com cargas perecíveis paradas nas estradas da região.
O empresário tem três caminhões parados em rodovias do Paraná - a carne de animais abatidos em Loanda está parada em três pontos. Dois dos caminhões estão em Apucarana, norte do Estado, e o outro veículo segue parado em Mauá da Serra. Um dos veículos está parado na estrada desde o último sábado (21) e o outros dois seguem presos no bloqueio desde a noite de ontem (23).
Polícia Rodoviária Federal confirma possibilidade
O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Haroldo Rauch, confirmou que existe uma possibilidade da manifestação ocorrer em estradas dos Campos Gerais. Rauch explica que a situação depende muito mais de um ajuste político, do que da atuação da PRF. "Vamos tentar amenizar a situação da melhor maneira possível, liberando veículos pequenos e caminhões com cargas perecíveis", contou Haroldo.





















