PGA inicia operação de nova usina de resíduos

Depois de um longo processo, a Ponta Grossa Ambiental (PGA) colocou em funcionamento um novo empreendimento de tratamento e disposição final de resíduos, o Eco Complexo Ambiental (CEAPG), antes conhecido como CTR Furnas.
Uma nota enviada à imprensa pela empresa informa que o funcionamento só teve início depois de julgamento no Tribunal Regional Federal 4 (TRF4), emissão de Licença de Instalação, conclusão das obras prioritárias, obtenção de Licença de Operação e Alvará de Funcionamento.
A Célula 1 do aterro sanitário, que obteve licença para funcionamento, tem disposição de 280 toneladas/dia de resíduos urbanos. O empreendimento ainda não está todo concluído. O Jornal da Manhã apurou as obras ainda estão ocorrendo no local, com a cobertura do barracão onde será instalado um escritório.
Nenhum resíduo do município está sendo destinado ao Eco Complexo Ambiental, mas os detritos de cidades como Palmeira e Carambeí estão sendo recolhidos para a nova usina de tratamento de lixo. As informações foram confirmadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Mesmo com a licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a PGA precisa apresentar um relatório conclusivo do monitoramento de águas subterrâneas da área, para controle ambiental.
Além disso, a licença do IAP prevê também que a empresa aprimore o Programa de Coleta Seletiva Municipal, promovendo processos contínuos de sensibilização e aprimoramento desta coleta junto ao município, visando o aumento da vida útil da área do aterro.
A empresa também se compromete a dar incentivo total de parcerias a Associações e/ou Cooperativas de Agentes Ambientais de Coleta Seletiva (catadores), focando sua inserção social através de projetos sócio-ambiental-econômicos.
O CEAPG não está autorizado a receber resíduos sólidos industriais de qualquer classe ou resíduos de serviços de saúde. O Eco Complexo Ambiental está autorizado a atuar como unidade de reciclagem, tratamento e destinação final de resíduos. O atual empreendimento apresenta características diferentes de funcionamento em comparação ao Aterro do Botuquara, com outras medidas que visam garantir a proteção ambiental da área.
Justiça autoriza funcionamento
Em setembro do ano passado, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acatou os recursos da PGA e do IAP e permitiu a conclusão da primeira célula da CTR Furnas, embargada desde 2010. Responsável pelo empreendimento, a empresa alegou estado de emergência na destinação dos resíduos gerados na região. Segundo a concessionária, sem uma nova unidade, o lixo de Ponta Grossa precisaria ser transportado para aterros na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o que resultaria em uma inflação de 70% nos custos da limpeza urbana. A Advocacia Geral da União (AGU) pretendia derrubar a liminar do TRF4, mas obras foram liberadas.
Informações do Jornal da Manhã.





















