Blocos acirram a disputa pelo comando da Câmara

A 15 dias das eleições da Mesa Diretora da Câmara de Ponta Grossa, os blocos partidários seguem sem definição das candidaturas. Entretanto, as articulações políticas já estão avançadas e a perspectiva é que, ainda nesta semana, as chapas sejam consolidadas.
A disputa conta com dois blocos fortes, que devem lançar candidatos à Presidência, e um grupo menor com potencial de decidir o comando do Legislativo nos próximos dois anos.
De um lado, a maioria dos partidos da base governista discute cinco possibilidades de candidatura. Os vereadores Daniel Milla (PSDB), George de Oliveira (PMN), Sebastião Mainardes (DEM) e Walter de Souza (PROS) têm conduzido as conversações da chapa, que conta com o apoio de sete partidos. O grupo pretende escolher o candidato a presidente ainda nesta semana, através de votação interna.
Além de Mainardes, Milla, George e Waltão, o vereador Julio Küller (PSD), que retorna da Secretaria de Ação Social para participar das eleições é um dos potenciais nomes para encabeçar o bloco. Também integram a aliança a vereadora Adélia de Souza (PSD), Jorge Magalhães e Rogério Mioduski (PPS).
Do outro lado do embate, lideranças de seis partidos devem lançar Paulo Cenoura (SD) ou Márcio Schirlo (PSB) à Presidência. A aliança tem o apoio de nove parlamentares e é coordenada pelo líder do governo Romualdo Camargo (PSDC) e o atual presidente da Câmara, Aliel Machado (PCdoB).
Compõe a chapa de Cenoura e Schirlo - que também busca uma definição nesta semana - os vereadores Professor Careca (SD), Maurício Silva (PSB), Aguinel Batista (PCdoB), Pastor Ezequiel (PRB) e Antônio Laroca Neto (PDT).
Entre os dois blocos, quatro vereadores mantém diálogo em busca de uma composição. A frente é articulada por Pietro Arnaud (PTB), Taíco Nunes (PTN), Nilson Ribeiro (PT) e Pastor Bertoldo (PRB). Embora não concorra à Presidência, o bloco deve buscar a vaga para um dos cargos da Mesa e tem força para definir a disputa.
Os vereadores Pascoal Adura (PMDB) e Alysson Zampieri (PPS) seguem neutros nas eleições da Mesa. A votação está marcada para o próximo dia 16, após a última sessão plenária do ano.
Líder do DEM, Mainardes acredita que, no dia 16 de dezembro, o embate será polarizado e apenas duas chapas terão candidatos à Presidência. Para o parlamentar, embora ainda não haja candidaturas definidas, o bloco está consolidado. “Faço parte de um grupo que ainda está em discussão, mas pretendemos definir o candidato até a semana que vem, por votação”, revela. Mainardes não esconde a vontade de reassumir o comando da Câmara e tem buscado o convencimento do grupo.
Outro possível candidato do bloco, Milla aposta na união dos parlamentares e descarta eventuais rachas no grupo. “O grupo que nós estamos ainda não tem nenhum nome, mas conta com vereadores unidos. É um bloco coeso que não abre mão dessa disputa, temos o mesmo pensamento”, diz.
Do outro lado, Cenoura também aposta na união do grupo dos nove para obter o comando do Legislativo e conta que tem trabalhado para agregar novos parlamentares na chapa. “Eu torço para construir uma chapa de consenso com os demais vereadores, seria bom para a Câmara e para a cidade, mas isso ainda depende de muitas conversas em andamento”, diz.
Líder do governo costura aliança
Em busca que garantir a hegemonia na disputa, o bloco de Paulo Cenoura (SD) e Márcio Schirlo (PSB) intensificou as conversações com os outros dois grupos que participam da disputa. Nesta semana, a agremiação designou o líder do governo, Romualdo Camargo (PSDC), para costurar uma aliança com a chapa de Sebastião Mainardes (DEM) e Daniel Milla (PSDB). O grupo pretende convencer pelo menos mais dois vereadores de uma das chapas. Para alguns parlamentares, a iniciativa foi vista como uma rendição e, para outros, como uma estratégia para rachar o bloco encabeçado pelo PSDB e DEM. Schirlo nega as duas teses e garante a candidatura própria da chapa dos nove. “Nós entramos em um consenso e deixamos aberto para a conversação”, comenta. “Foi definido que o Romualdo faria este convite para eles comporem com a gente, para eles somarem com a gente, e não o contrário”, destaca.
Informações do Jornal da Manhã.





















