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Famílias pedem punição a motorista embriagado

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Gabriel Sartini

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Desde o dia 4 de julho de 2014 a vida de Nair Gura e Carlos Alberto Ramalho dos Santos mudou radicalmente – os dois convivem com a morte do Juliano Wendl, de 20 anos, e de Fabrício de Lima dos Santos, de 23 anos, ocasionadas um grave acidente de trânsito. Os dois rapazes foram mortos em uma colisão com uma Fiat Fiorino conduzida por João Marcelo Moraes – o veículo atingiu os jovens na contramão e o teste de bafômetro comprovou que João estava alcoolizado.

Após a morte de Juliano, Nair tenta sobreviver economicamente – ela mora sozinha em uma pequena casa da Vila Liane e trabalhava em uma microempresa junto com o Juliano. “Desde que o meu filho morreu eu tenho tentado levar a vida de alguma maneira. Mas após cinco meses do acidente o motorista continua solto e nós continuamos sofrendo”, contou Nair.

A colisão aconteceu na avenida Aldo Bonde por volta das 22h30 do dia 4 de julho. As informações do inquérito policial dão conta de que João dirigia o veículo da Extinsul, empresa em que o rapaz presta serviços, e avançou na contramão, matando na hora Juliano e Fabrício – os jovens eram amigos de infância. Na Extinsul nenhum responsável foi encontrado para comentar o caso – a empresa também foi acionada na Justiça.

Informações de bastidores acenavam para a possibilidade de Fabrício e Juliano também estivessem embriagados no momento da colisão, no entanto exames do Instituto Médico Legal (IML) apresentados por Nair e por Carlos mostram que jovens não tinham consumido bebida alcóolica e nenhum outro tipo de droga. Fabrícia era casado e deixou uma filho de seis anos - a criança e o próprio pai de Fabrício tiveram que buscar tratamento médico para se recuperar do trauma.

Defesa aguarda denúncia do MP

João Marcelo Moraes foi procurado para comentar o caso mas não foi localizado pela equipe de reportagem. O advogado de defesa do rapaz, Ângelo Pilati, disse que aguarda a denúncia do Ministério Público para prepara a defesa do rapaz. “Não é possível dizer como agiremos no caso até o MP oferecer a denúncia”, comentou. João chegou a ficar preso por cinco dias, mas teve a prisão relaxada pela Justiça e segue em liberdade - ele a empresa já foram intimados em uma ação civil.

Informações do Jornal da Manhã.

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