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Homem morre soterrado em obra na Rodovia do Café

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| Autor: Gabriel Sartini

Gabriel Sartini

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Um trabalhador de aproximadamente 20 anos morreu soterrado no início da tarde desta sexta-feira (31) em uma obra às margens da BR-376, em Ponta Grossa. A vítima foi identificada como Giovanne Ferreira Carneiro e seria morador de Curitiba. Ele trabalhava para uma empresa terceirizada que realiza obras da Compagás. Informações obtidas no local indicam que a vítima estava em um buraco de aproximadamente três metros de profundidade e um bloco de terra teria se desprendido e caído sobre o funcionário.

O Corpo de Bombeiros e socorristas do Samu foram acionados e levaram entre 5 e 10 minutos para chegar ao local. Eles encontraram a vítima com terra até a altura do nariz e constataram a gravidade do acidente. Os bombeiros agiram rápido e conseguiram retirar parte da terra do corpo de Giovanne. Os médicos verificaram os sinais vitais do rapaz e constataram que ele não resistiu ao acidente. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para recolher o corpo.

Número de casos

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) define como acidente do trabalho aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, permanente ou temporária, que cause a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho.

Entre 2010 e 2012, o INSS registrou 8.422 óbitos relacionados ao trabalho no Brasil, dos quais 671 aconteceram no Paraná. O número de acidentes de trabalho, no mesmo período, superou 2 milhões no país todo. O MPT-PR já firmou até o momento, apenas em 2014, 107 Termos de Ajustamento de Conduta sobre acidentes de trabalho.

O Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) realizou nesta semana uma audiência pública para discutir o papel das vigilâncias sanitárias nas investigações relacionadas aos acidentes de trabalho. A audiência foi organizada pelo Comitê Estadual de Investigação de Óbitos e Amputações Relacionados ao Trabalho (Ceioart).

Para a procuradora do trabalho e coordenadora da Ceioart Renée Araújo Machado, é importante que se esclareça o papel das vigilâncias sanitárias. "Elas deveriam ser as primeiras a investigar casos de acidentes de trabalho e isso não vem acontecendo. O MPT-PR acaba não sabendo de diversos casos porque a investigação não ocorre, e isso prejudica a tomada de medidas legais cabíveis. A atuação correta tem como objetivo prevenir que o mesmo acidente ou que acidentes semelhantes se repitam", declara. Segundo a Lei nº 8.080/90, a vigilância sanitária é responsável pela promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, oferecendo assistência ao trabalhador vítima de acidentes ou portador de doença profissional e do trabalho.

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