Reviver atua com tratamento a portadores de HIV
A Associação Reviver de Assistência a Portadores do HIV, conhecida por Grupo Reviver é uma entidade que atende famílias que convivem com o HIV/Aids, além de crianças e adolescentes da comunidade local. A instituição atua desde 1995, com atendimento psicológico, assistencial e social. A equipe conta com 20 funcionários contratados e mais 13 voluntários para o atendimento a 130 crianças da comunidade local e 110 famílias cadastradas infectadas pela doença.
Segundo os dados do Ministério da Saúde (MS), somente no Paraná, em 2013, foram registrados 700 novos casos de pessoas infectadas pelo HIV. Os dados do MS apontam que houve mais de 12 mil mortes causadas pela doença entre 1996 e 2012. Destas mortes pelo HIV, 624 ocorreram apenas no estado do Paraná.
O Grupo Reviver atua no tratamento dos doentes, realizando aulas de música, artesanato e atividade com brinquedos para atendimento infantil e aos adolescentes que frequentam a entidade. As crianças ficam no Reviver em período de contra turno, comparecendo às escolas de ensino.
“Inicialmente, quando você descobre o vírus, não deve desistir de viver”, declara uma das mulheres atendida pela instituição. O Grupo Reviver sobrevive com renda do convênio com a Fundação Proamor, da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. A verba, no valor de R$ 22 mil mensais, é usada para custear despesas com manutenção do local e os gastos com funcionários. “Trabalhamos como uma casa de convivência e fortalecimento para as pessoas ultrapassarem o preconceito e o estigma social com relação à doença”, afirma a assistente social do Grupo Reviver, Cláudia Hey Silva.
A renda per capita por criança é R$ 150 e, por isso, a estimativa da instituição vai além do convênio com a Fundação Proamor. A instituição conta com mais um benefício anual de R$ 56 mil, com origem do projeto aprovado pelo Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e patrocinado pela CCR Rodonorte. “Sobrevivemos também com bazar, doações e complementando com eventos solidários, para arrecadar fundos e manter a instituição”, relata a diretora voluntária do Grupo Reviver, Vera Regina Taborda.
Segundo Vera, a diretoria e os cargos da presidência não têm direito a remuneração, apenas os funcionários contratados recebem salários, sendo responsáveis pelo atendimento com os pacientes. O Grupo Reviver chegou a 86% da capacidade máxima de atendimento que pode oferecer aos soropositivos em Ponta Grossa.
A entidade atende crianças e adolescentes da comunidade entre 6 e 16 anos com finalidade de um projeto social. “Eu deixo meu filho aqui e tenho certeza do atendimento bom e o cuidado que o pessoal têm com as crianças”, afirma a mãe, com um filho que frequenta a instituição.
Atendimento psicológico
“Temos pessoas infectadas que recentemente descobriram a doença, por isso fazemos esse trabalho em grupo. Contamos com essa troca de experiências para melhorar a autoestima e o convívio social”, aponta o psicólogo do Grupo Reviver, Marcos Vinicius Barszcz. A assistente social do Reviver, Claudia Hey, afirma que a instituição atende Ponta Grossa e outros municípios da região. Ela declara que além do trabalho de atendimento a instituição realiza um serviço de prevenção, realizando palestras em municípios próximo da cidade.
Serviço
O grupo reviver afirma que há 20 vagas em aberto para crianças e adolescentes na escola. O endereço da instituição para quem deseja realizar uma doação é rua Manoel Soares do Santos, 585 - Vila Liane, ou pode ligar para o telefone (42) 3238-4158. O horário de funcionamento da instituição é das 8h às 17h. Quem deseja realizar uma doação para o Grupo pode fazer através de depósito bancário pelo Banco do Brasil agência 0030-2 e conta 6.000-X (nome de titular da conta ‘FMD’).
Para quem deseja realizar a doação, ainda tem o direito no caso das empresas em abater o imposto 1%, e para pessoas físicas em 6%.





















