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Preço dos fertilizantes preocupa produtores

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Daniel Petroski

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O plantio da safra de inverno, que inclui trigo, cevada, canola e aveia na região dos Campos Gerais deve começar só no final de maio nos municípios de Arapoti, Sengés e Tibagi, estendendo-se para as outras cidades até julho.

Apesar disso, muitos produtores, principalmente de trigo, já estão preocupados. E não é porque a safra é conhecida como de risco devido à instabilidade climática desta época do ano. Mas sim, por conta da alta do dólar que vem impactando diretamente no valor dos fertilizantes.

Um desses produtores é Edilson Gorte, que também responde como vice-presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais. “Eu sempre comprava antecipado os fertilizantes. Esse ano deixei para a última hora e agora estou enfrentando as altas no valor dos produtos”, comenta.

Segundo Gorte, esse cenário, associado à alta no custo do diesel, vai influenciar diretamente no custo de produção do trigo. “Isso pode fazer com que o cultivo não se torne atraente financeiramente”, completa.

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) de Ponta Grossa – que atende 18 municípios da região - a previsão é de redução na área plantada de trigo.

“No ano passado a safra saltou de 170 mil hectares plantados para 200 mil. O cultivo de trigo se apresentava bem vantajoso. No entanto, na safra atual, deve haver uma redução. A nossa expectativa é de que sejam plantados 185 mil hectares”, afirmou o economista Luiz Alberto Vantroba.

Mesmo assim, a produtividade deve se manter estável. “Nossa região produz muito bem. Os agricultores possuem um bom nível tecnológico”, pontua Vantroba.

Em relação ao preço da saca, o mercado vem reagindo segundo Vantroba. “Em janeiro a saca era comercializada a R$ 33. Agora [em abril] o preço já chega a R$ 42”, compara.

Vendas de produtos caíram no país

As vendas de fertilizantes totalizaram 2,01 milhões de toneladas em janeiro deste ano segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume diminuiu 7,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, frente a dezembro último houve aumento de 1,1%. No decorrer do ano a expectativa é de queda na demanda por fertilizantes em nível mundial, considerando as quedas nos preços das principais commodities agrícolas, em especial soja e milho. Do lado dos estoques, estimam-se 5,66 milhões de toneladas de adubos estocadas ao final de 2014 no país.

Com relação aos preços, em fevereiro, segundo levantamento da Scot Consultoria, os fertilizantes nitrogenados subiram, em média, 0,3%, frente a janeiro. Para os adubos fosfatados e potássicos, as altas foram de 0,7% e 0,1%, respectivamente.

Comparativo

Há um ano, a moeda americana era negociada a pouco mais de R$ 2,30. Nos últimos meses o dólar passou de R$ 3. Essa elevação influencia diretamente no custo da lavoura. Nitrogênio, cloreto de potássio, fosfato, são substâncias que compõem os fertilizantes. Cerca de 70% delas vêm de fora e o preço varia conforme a cotação do dólar, ou seja, se a moeda sobe, os insumos ficam ainda mais caros.

Informações do Jornal da Manhã.

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