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Chuvas atrasam colheita nos Campos Gerais

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Daniel Petroski

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O clima chuvoso vem preocupando os produtores dos Campos Gerais, principalmente os que cultivam batata, soja e feijão. Devido às precipitações dos últimos dez dias, parte do que já está pronto para ser colhido não pode sair do campo.

Segundo o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) de Ponta Grossa, pertencente à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), José Roberto Tosato, a principal cultura afetada é a batata. “As chuvas estão atrasando a colheita e estragando a safra. Os produtores de Castro, Tibagi, Piraí do Sul e Ventania, que são tradicionais produtores de batata, estão enfrentando problemas com a instabilidade do tempo, principalmente por que nesta época do ano é o período forte de colheita desse tubérculo”, comenta ele que atende 18 municípios pertencentes a regional.

Assim como a batata, o feijão e a soja estão sofrendo com a umidade. “Tem casos em que está ocorrendo à germinação do grão no pé mesmo, antes dele ser colhido”, relata Tosato. Além disso, o solo úmido faz com que o maquinário não possa ser colocado em funcionamento. “A perda, em ambos os casos, chega a 5% do que já estava pronto para ser colhido”, completa.

Apesar dos contratempos, Tosato ainda assegura que a safra deve ser uma das melhores em relação à produtividade. “Estamos prevendo para o feijão uma colheita de 3,2 mil quilos por hectare. O levantamento mais atualizado mostra que são cerca de 50 mil hectares plantados, sendo que 15% desse total já saiu do campo”, explica. Ainda com base no Deral, são 546 mil hectares de soja. “Segundo os produtores, a colheita deve ser superior às registradas anteriormente, ficando na casa dos 3,8 quilos por hectares”, revela, completando que 8% do total plantado já foi colhido.

Estradas estão em situação complicada

Além do prejuízo dentro da plantação, as chuvas dos últimos dias estão trazendo transtornos para o escoamento da safra. “As estradas rurais da nossa região estão intransitáveis, cheias de atoleiros”, afirma Tosato.

E não é apenas na lavoura que isso é sentido. “Os problemas nas estradas afetam diretamente os produtores de frangos e suínos, pois as rações não chegam até as propriedades. E se o produto chega é outro problema. Os animais prontos para o abate não podem ser retirados das granjas. Sem falar nos produtores de leite que necessitam das vias para o escoamento do que é produzido quase que diariamente”, conclui Tosato.

Milho não vive a mesma realidade das outras culturas

De acordo com informações repassadas pelo engenheiro agrônomo do Deral de Ponta Grossa, José Roberto Tosato, a colheita do milho já atingiu 85% de sua totalidade.

Graças ao início dos trabalhos em fevereiro, o produto não foi tão afetado pela umidade. “Tivemos sol e chuva nesse período. Diferentemente da soja, o milho consegue ser colhido com um pouco de umidade. Ele demora mais para estragar”, justifica.

A projeção para a região é de que ocorra uma produção média de 9,5 quilos por hectare. No total, foram 100 mil hectares plantados.

Informações do Jornal da Manhã.

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