Família de contadora presa faz manifesto por liberdade | aRede
PUBLICIDADE

Família de contadora presa faz manifesto por liberdade

Imagem ilustrativa da imagem Família de contadora presa faz manifesto por liberdade
-

Afonso Verner

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Lucélia Gremski, mãe da contadora Giseli Gremski Vida, disse que familiares da moça devem organizar uma manifestação pública em favor da soltura de Giseli. Segundo declarou em entrevista à Rádio Ipiranga, cerca de 200 pessoas, entre amigos e familiares, já teriam se comprometido em participar da manifestação que ainda não tem uma data confirmada para acontecer.

A contadora Giseli está presa desde o dia 29 de agosto, suspeita de envolvimento em desvios de recursos da Câmara Municipal de Palmeira, cidade na região dos Campos Gerais.

O pedido de relaxamento da prisão da contadora, apresentado na Comarca da cidade, foi negado pela Justiça, o que provocou apresentação de recurso dos advogados dela ao Tribunal de Justiça, que até o momento não apreciou o caso.

Segundo Lucélia, a filha está passando mal, detida há mais de 50 dias na ala feminina do Presídio Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. Além disso, os dois filhos da contadora também apresentam problemas de saúde e a família está com todos os bens e contas bancárias bloqueados.

A mãe da contadora disse ainda que tomou a iniciativa de procurar o presidente da Câmara Municipal, vereador Fabiano Cassanta (PR). O parlamentar teria dito a ela que se Giseli assumisse a culpa pelo desvio de R$ 60 mil, ele “colocaria uma pedra em cima”, ignorando os fatos.

A Rádio Ipiranga também ouviu o vereador, que afirmou não ter feito nenhuma proposta à mãe da contadora. Cassanta disse que foi procurado, sim, em sua casa, pela mãe e pelo pai de Giseli, para informar a eles sobre os acontecimentos que levaram à prisão da filha.

Entenda o caso

Giseli é suspeita de cometer desvios de recursos da Câmara desde 2012. Ela teve a prisão decretada pela juíza Cláudia Sanine Ponich Bosco, no final do mês de agosto, após investigação dos fatos e denúncia feita pelo Ministério Público (MP), com base em evidências recebidas da Câmara, que instaurou uma sindicância para apurar suspeitas de irregularidades.

As investigações do MP apuraram que os desvios de recursos da Câmara Municipal chegaram próximos a R$ 270 mil. O dinheiro foi transferido por via eletrônica para contas bancárias da contadora, segundo consta em extratos requisitados pelo órgão e repassados pela própria Câmara.

Em depoimento ao MP, Giseli afirmou que sacava o dinheiro e repassava parte para o presidente da Câmara. Cassanta, no entanto, negou que tenha recebido dinheiro da contadora e disse não ter sentido a versão apresentada por ela, já que foi o próprio vereador quem denunciou os supostos desvios.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right