Exportações de carnes do Paraná atingem US$ 1,22 bilhão no primeiro trimestre de 2026
Com alta de 5,4% em relação ao ano anterior, estado consolida liderança global em proteínas; frango representa 85% das vendas externas do setor

As exportações do complexo de carnes do Paraná somaram US$ 1,22 bilhão nos três primeiros meses de 2026, superando em 5,4% o desempenho registrado no mesmo período de 2025. Os dados, que não contabilizam carnes industrializadas, foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O setor avícola segue como o principal motor do segmento. A carne de frango gerou US$ 1,04 bilhão em divisas, respondendo por 85% do total exportado. A China mantém-se como o maior mercado comprador do frango paranaense (US$ 176 milhões), seguida pelos Emirados Árabes Unidos (US$ 100 milhões) e Japão (US$ 98 milhões).
SUÍNOS E BOVINOS
A carne suína registrou vendas de US$ 132 milhões (11% do total), tendo como principais destinos as Filipinas, o Uruguai e Hong Kong. Já a carne bovina contribuiu com US$ 48 milhões (4% do complexo), com destaque para as compras da China, Estados Unidos e Chile.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o sucesso paranaense deve-se à estrutura produtiva local, com a atuação da agricultura familiar, a integração das agroindústrias e a grande oferta de grãos, utilizados na nutrição animal. As informações foram divulgadas pelo portal AgroRegional, com base em dados do Departamento de Economia Rural (Deral).
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Crescimento em 2026: O faturamento das exportações de carnes subiu de US$ 1,16 bilhão em 2025 para US$ 1,22 bilhão no primeiro trimestre deste ano.
- Hegemonia do Frango: A avicultura domina a pauta exportadora com 85% de participação, tendo a China e os Emirados Árabes como parceiros estratégicos.
- Diferenciais Competitivos: A integração entre agricultores familiares, agroindústrias e a farta produção de grãos (milho e soja) é o que sustenta o vigor das proteínas animais no estado.





















