Paraná projeta menor área e produção de cebola da última década
Safra recua diante de preços baixos anteriores, mas tecnologia de híbridos eleva produtividade média nos campos

Os produtores de cebola do Paraná iniciaram o plantio da safra corrente com uma forte redução na área cultivada. Até o momento, foram implantados 212 hectares, o equivalente a 9% da área total projetada de 2,4 mil hectares.
A estimativa final de colheita está fixada em 93,3 mil toneladas, com o início dos trabalhos de campo previsto para outubro e comercialização estendendo-se até o outono de 2027. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (28) no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
A superfície atual e o volume de produção estimado para este ciclo são os menores registrados nos últimos dez anos no estado, representando um encolhimento de 50,4% em área e 25,8% em volume colhido. Essa retração reflete a forte concorrência com grandes polos produtores nacionais e o excesso de oferta em anos anteriores, que derrubou as cotações e gerou preços pouco remuneradores aos agricultores. Em contrapartida, o uso de tecnologia, como sementes híbridas, semeadura direta e irrigação, fez a produtividade saltar de 26.092 kg/ha em 2018 para 39.075 kg/ha estimados para esta safra, tendo alcançado 42.719 kg/ha em 2026.
Historicamente, o Paraná responde por 5,6% da produção nacional de cebolas, ocupando o sétimo lugar entre os 15 estados produtores. No cenário interno, a atividade está altamente concentrada em três Núcleos Regionais que detêm 80,2% da área e 87,7% da produção estadual: Guarapuava (740 ha e 41,7 mil t), Curitiba e arredores (897 ha e 30,8 mil t) e Irati (300 ha e 9,9 mil t). No varejo, o preço do quilo subiu 19,1% em abril, chegando a R$ 4,50, impulsionado pela entressafra que exige a importação do produto vindo do Chile e da Argentina.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Retração histórica: A safra paranaense de cebola terá a menor área (2,4 mil ha) e produção (93,3 mil t) da década devido à baixa rentabilidade de anos anteriores.
- Ganho tecnológico: Apesar da menor área, a tecnologia de híbridos e irrigação elevou a produtividade de 26 toneladas por hectare em 2018 para mais de 39 toneladas atuais.
- Concentração regional: Os núcleos de Guarapuava, Curitiba e Irati concentram quase a totalidade da cultura no estado, detendo juntos 87,7% de todo o volume colhido.





















