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Agro lidera fechamento de vagas de emprego no Brasil em abril

Dados do Caged apontam que a desmobilização na safra da soja puxou a queda; no acumulado do ano, o setor ainda mantém saldo positivo

Sazonalidade de grandes culturas, como a soja, impactou o saldo de contratações do agronegócio no mês
Sazonalidade de grandes culturas, como a soja, impactou o saldo de contratações do agronegócio no mês -

Publicado por Eduarda Gomes

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O agronegócio brasileiro registrou uma redução de 8.378 postos de trabalho com carteira assinada no mês de abril. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com esse resultado, o setor agropecuário foi o que apresentou a maior queda no número de empregos formais em todo o país durante o período.

De acordo com o levantamento, o desempenho negativo foi puxado principalmente pelo fim do ciclo produtivo de culturas específicas. A maior pressão veio do cultivo de soja, que registrou 5.048 demissões a mais do que contratações. A cultura da laranja também contribuiu para o cenário retrativo, apresentando um saldo negativo de 1.799 vagas. Em contrapartida, o cultivo da maçã seguiu na contramão e registrou um saldo positivo de 2.986 postos de trabalho no mês. As informações são da CNN Brasil.

Diante dos números, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu o resultado negativo do setor à forte sazonalidade que caracteriza essas atividades agrícolas no primeiro semestre. No recorte geral de abril, apenas os setores do agronegócio e do comércio apresentaram encolhimento nas vagas, enquanto os segmentos de serviços, construção civil e indústria geral conseguiram expandir o número de empregados.

ACUMULADO DO ANO

Apesar da forte retração verificada em abril, o balanço do agronegócio no acumulado de 2026 (período que compreende os meses de janeiro a abril) ainda se mantém em terreno positivo. Nos primeiros quatro meses do ano, o setor gerou um saldo de 6.760 novos postos de trabalho. Os principais motores dessa geração de empregos no ano foram as culturas de café (6.240 vagas), maçã (5.003 vagas) e alho (3.535 vagas).

No entanto, quando comparado aos demais setores da economia no acumulado do ano, o agro demonstra um ritmo de crescimento mais tímido. O setor aparece atrás de serviços (451 mil vagas criadas), construção civil (143 mil) e indústria geral (124 mil). No ranking de geração de empregos de 2026, o agronegócio supera apenas o setor de comércio, que permanece como o único a registrar saldo negativo de vagas formais no ano.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Liderança em demissões: O agronegócio foi o setor que mais fechou postos de trabalho no Brasil em abril, com um saldo negativo de 8.378 vagas formais segundo o Caged.

- Impacto da soja e sazonalidade: A queda foi impulsionada pela desmobilização na colheita da soja, que fechou 5.048 vagas; o governo federal atribuiu o resultado ao caráter sazonal do campo.

- Saldo anual positivo: Apesar do recuo mensal, o setor acumula a criação de 6.760 empregos entre janeiro e abril de 2026, liderado pelas culturas de café, maçã e alho.

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