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Soja brasileira acumula alta de mais de 10% em julho

Cotação nominal da saca no Porto de Paranaguá atinge melhor patamar desde 2023, impulsionada por geopolítica e exportações em ritmo aquecido

Saca de 60 quilos fechou a última semana cotada a R$ 148,37
Saca de 60 quilos fechou a última semana cotada a R$ 148,37 -

Publicado por Eduarda Gomes

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As cotações do petróleo e da soja mantêm uma forte relação de interdependência e iniciaram a manhã desta segunda-feira (27) revertendo a trajetória de alta verificada recentemente nas bolsas internacionais. O barril de petróleo do tipo Brent abriu o dia com queda superior a 7%, após ter superado a marca dos US$ 100 e atingido o maior valor dos últimos dois meses.

Acompanhando o movimento do mercado de energia, a soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em baixa de quase 3%. De acordo com a análise de Raphael Bulascoschi, analista de inteligência de mercado da StoneX, essa retração pontual pode estar associada ao comportamento do petróleo ou a uma liquidação de posições compradas realizada por fundos especulativos na abertura da semana, o que gera incertezas sobre a sustentabilidade desse recuo nos próximos dias.

A combinação do cenário geopolítico com o ritmo aquecido das exportações brasileiras durante a entressafra garantiu fôlego aos preços no mercado interno. Em notícia divulgada na CNN Brasil, destaca-se que o grão acumula valorização de 11% no Porto de Paranaguá (PR) ao longo do mês de julho.

A saca de 60 quilos encerrou a última semana cotada a R$ 148,37, marca que representa a melhor cotação em valores nominais (sem o ajuste da inflação) desde o ano de 2023. Diante do cenário favorável de preços, o produtor rural acelerou a comercialização tanto da safra velha quanto da safra nova, registrando referências de negociação entre R$ 149,50 e R$ 153,00 para entregas nos meses de agosto e outubro.

Conforme avalia Rafael Silveira, analista do Safras & Mercado, as cotações para a soja destinada ao processamento industrial também se mantêm firmes, superando em diversas regiões os valores praticados no mercado de exportação. Silveira pondera que, após o expressivo volume de compras negociado recentemente, é possível que ocorra um movimento de ajuste vendedor nos preços das bolsas.

O analista ressalta ainda que a recente queda em Chicago não altera os fundamentos estruturais do setor: a demanda permanecerá como o foco central das atenções no segundo semestre, enquanto os prêmios no Brasil seguirão sustentando as ofertas locais, com os produtores atuando de forma mais seletiva e cadenciando os negócios. Por sua vez, Raphael Bulascoschi aponta que as atenções do mercado já se voltam para a safra a ser colhida em 2027, fator decisivo na condução dos preços no ambiente doméstico e internacional.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Valorização expressiva: A soja acumula alta de 11% em julho no Porto de Paranaguá, atingindo R$ 148,37 por saca, o maior valor nominal desde 2023.

- Avanço nas vendas: O produtor aproveitou o momento favorável para comercializar lotes da safra atual e futura, com contratos para agosto e outubro cotados entre R$ 149,50 e R$ 153,00.

- Influência externa e volatilidade: Apesar da queda pontual no dia em Chicago e no petróleo Brent, os fundamentos do mercado interno seguem amparados por fatores geopolíticos, prêmios firmes e forte demanda de exportação.

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