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Paraná amplia área de milho em 31% na 1ª safra e projeta recorde na 2ª

Impulsionado por preços mais estáveis que os da soja, cereal ganha espaço e avança sobre o trigo; dados consolidados foram apurados e apresentados pelo Departamento de Economia Rural (Deral)

Lavouras de milho no Paraná ganham espaço na paisagem rural; estado projeta colheita histórica superior a 21 milhões de toneladas somando as duas safras
Lavouras de milho no Paraná ganham espaço na paisagem rural; estado projeta colheita histórica superior a 21 milhões de toneladas somando as duas safras -

Publicado por Eduarda Gomes

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O cultivo de milho no Paraná registrou um crescimento de 31% na primeira safra, ocupando uma área de 364,9 mil hectares no ciclo atual, em comparação com os 278,3 mil hectares computados na safra 24/25. De acordo com o relatório mensal de safra do Deral (Departamento de Economia Rural), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a estabilidade dos preços do milho em relação aos da soja foi o principal fator para a escolha dos produtores. As informações são da Agência Estadual de Notícias (AEN).

O agrônomo do Deral, Edmar Gervásio, explicou que o cenário menos favorável para a comercialização da soja direcionou os agricultores para o milho. "O milho tem uma capacidade produtiva maior do que a soja que está com preços não muito atrativos. Os preços mais estáveis levaram o produtor a optar pelo milho. A produção chegou a mais de 4 milhões de toneladas na primeira safra", ressaltou. Em paralelo, a colheita de soja foi concluída em 21,7 milhões de toneladas, consolidando-se entre as três maiores da história do estado.

SEGUNDA SAFRA E CENÁRIO DO TRIGO

Para a segunda safra de milho, o Deral projeta a maior área cultivada da história do Paraná, totalizando 2,9 milhões de hectares, um avanço de 7% sobre o espaço da safra anterior, impulsionado pela ocupação de áreas antes destinadas ao trigo. Se as condições climáticas correrem sem adversidades, a expectativa é de que a produção da safrinha ultrapasse 17,5 milhões de toneladas.

Geadas recentes provocaram apenas danos pontuais na região Sul do estado, sem impacto relevante para o cereal. Caso o clima permaneça firme e sem geadas nos próximos 15 dias, o potencial produtivo das lavouras estará mais definido. Somadas, as duas safras de milho do Paraná devem render mais de 21 milhões de toneladas.

No setor do trigo, os cultivos apresentam bom desenvolvimento. A semeadura já atingiu mais de 61% da área total projetada de 722 mil hectares. A estimativa é de uma colheita de 2,4 milhões de toneladas. Conforme análise de Marcelo Garrido, também do Deral, a previsão de um fenômeno El Niño intenso no segundo semestre deve trazer mais chuvas e menos frio, resultando em um inverno menos rigoroso, o que pode favorecer o trigo e o posterior plantio da safra de verão do próximo ano.

OUTRAS CULTURAS

Na área de olerícolas, a primeira safra de batata foi encerrada com retração de área e volume. Já a segunda safra foi prejudicada pelo excesso de chuvas no período de colheita, gerando uma redução de 2% na estimativa de produção e uma quebra de 6% na produtividade, segundo o técnico Paulo Andrade.

A cultura da cebola também enfrenta redução de área no Paraná e no Brasil, motivada pelo excesso de oferta nos últimos anos, que achatou os preços pagos aos produtores. Para a safra 2026/2027, foram plantados 212 hectares até o momento, equivalentes a 9% da área prevista de 2,4 mil hectares. A colheita esperada é de 93,3 mil toneladas, com início previsto para outubro.

Apesar da redução de área, Andrade destacou o salto tecnológico no campo, com uso de sementes híbridas, semeadura direta e irrigação, que elevou a produtividade de cebola de 26.092 kg/ha em 2018 para 39.075 kg/ha nesta safra. Em 2024, o Paraná foi o sétimo maior produtor nacional, detendo 5,6% da produção brasileira, concentrada nas regiões de Guarapuava, Irati e Curitiba.

Por fim, o boletim semanal do Deral revelou uma valorização generalizada na cadeia do leite cru pago ao produtor, registrando alta de 13% em relação à média de abril, motivada pela menor captação das indústrias. Na avicultura, o Paraná manteve a liderança absoluta nas exportações nacionais. No primeiro quadrimestre, o estado embarcou 791,1 mil toneladas de carne de frango, gerando uma receita de US$ 1,43 bilhão (R$ 7,23 bilhões). O volume exportado é 6,2% superior ao mês anterior, com faturamento 4,1% maior, impulsionado pela forte demanda da China e do Japão.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Expansão do Milho: Diante de preços da soja menos atrativos, a área de milho cresceu 31% na primeira safra (4 milhões de toneladas) e terá uma área recorde de 2,9 milhões de hectares na segunda safra, podendo somar mais de 21 milhões de toneladas no ano.

- Trigo e Olerícolas: O trigo ocupa 722 mil hectares com estimativa de 2,4 milhões de toneladas sob clima favorável do El Niño, enquanto a batata sofreu perdas por chuvas e a cebola reduziu sua área cultivada, compensada por ganhos de tecnologia e produtividade.

- Leite e Avicultura em Alta: O preço do leite cru ao produtor subiu 13% devido à menor captação industrial, e a avicultura paranaense consolidou sua liderança exportadora ao embarcar 791,1 mil toneladas no primeiro quadrimestre, faturando US$ 1,43 bilhão.

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