Exportações de arroz disparam 114% no primeiro trimestre com estoques recompostos
Volume embarcado chega a 685 mil toneladas impulsionado por safra recorde e retorno de mercados estratégicos como os Estados Unidos

As exportações brasileiras de arroz registraram um crescimento expressivo de 114% nos primeiros três meses de 2026. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), o país embarcou 685 mil toneladas do grão entre janeiro e março, superando significativamente as 281 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. O faturamento acompanhou a tendência de alta, com receita de US$ 159,7 milhões, um incremento de 55%.
Conforme as informações publicadas pela CNN Brasil, o salto nos embarques é resultado da recomposição dos estoques nacionais após a safra maior de 2025, superando o período de escassez causado pelas enchentes no Rio Grande do Sul no ano anterior. Venezuela, Senegal e México figuraram como os principais destinos, além de uma recuperação estratégica nas vendas de arroz polido de maior valor agregado para os Estados Unidos.
Apesar do volume dobrado, a receita não cresceu na mesma proporção devido à queda global nos preços, motivada pelo retorno da Índia ao mercado internacional. Internamente, o setor enfrenta um cenário de queda nas cotações da saca, atualmente em R$ 62,88, valor abaixo dos R$ 80,00 pretendidos pelos produtores. Para enfrentar a pressão nos preços, as entidades do setor discutem o alongamento de dívidas de custeio e mecanismos para estimular ainda mais as exportações e o equilíbrio da oferta.
As importações também apresentaram leve alta de 7% em volume no trimestre, somando 386 mil toneladas, principalmente de arroz beneficiado. Esse movimento, somado à concorrência de produtores do Paraguai e da Ásia, tem gerado debates sobre a redução da área plantada para a próxima safra como forma de conter a crise de rentabilidade dos arrozeiros no Sul do país.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Salto nas Vendas: O Brasil exportou 685 mil toneladas de arroz no primeiro trimestre, um aumento de 114% puxado pela normalização dos estoques e novos mercados.
- Preços Pressionados: A receita cresceu menos que o volume (55%) devido à maior oferta global, influenciada pela volta da Índia ao comércio internacional.
- Desafio no Campo: Produtores do Sul enfrentam preços de venda abaixo do custo ideal e negociam o alongamento de dívidas para evitar uma crise no setor.





















