‘Antes de Dormir’ perde força nos minutos finais

Christine (Nicole Kidman) acorda e vê que um estranho está dormindo ao seu lado. Apavorada, tira a mão do adormecido de sobre o seu corpo, vai para o banheiro e lá se se depara com algumas fotografias e anotações indicando que o nome do desconhecido é Ben (Colin Firth) e que ele não é tão desconhecido quanto parece. Ben é o marido de Christine. Mas... como assim?
O fato é que ela sofreu lesões na cabeça em um acidente e só consegue guardar as informações por um dia. Assim que adormece, Christine apaga tudo o que vivenciou no dia anterior. Diariamente seu marido precisa recordá-la de fragmentos do passado e inseri-la de novo no contexto atual.
A sinopse de ‘Antes de Dormir’ até lembra ‘Como se Fosse a Primeira Vez’, aquele filme no qual o personagem de Adam Sandler precisa reconquistar dia após dia a personagem de Drew Barrymore, que sofre de perda de memória recente. Mas as semelhanças param por aí. ‘Antes de Dormir’ não tem nada de comédia romântica. É um suspense que faz pipocar questionamentos quando Christine desconfia que Ben não seja seu marido, mas um misterioso manipulador.
Essa dúvida surge com o telefonema do Dr. Nasch (Mark Strong), um neuropsicólogo que a atende gratuitamente e procura curá-la da amnésia. Como o espectador só descobre detalhes dos fatos juntamente com Christine, vários questionamentos nascem na medida em que os minutos passam: Ben é realmente o marido dela? Dr. Nasch é mesmo um profissional interessado em contribuir? Até que ponto os dois estão mentindo para Christine e por quê? Outras pessoas estão envolvidas na história?
Assim, a produção dirigida por Rowan Joffe se sustenta. Para uns, pode ser pouco; para outros, motivo para não descolar os olhos da tela. O filme funciona bem. Em seu desfecho, no entanto, deixa uma ponta solta, difícil de convencer. E, então, os elogios que poderiam ser feitos acabam enfraquecidos pela situação exposta nos minutos finais.





















