Operação Rondon mobiliza 270 alunos em 14 municípios
Projeto realiza ações de extensão universitária, com foco em desenvolvimento social, cidadania e qualidade de vida para a população

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) é a sede da Operação Rondon Paraná 2026, que acontece entre os dias 10 e 23 de julho em 14 municípios dos Campos Gerais, Centro-Sul e Vale do Ribeira. O projeto realiza ações de extensão universitária, com foco em desenvolvimento social, cidadania e qualidade de vida para a população. A organização é da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em conjunto com as Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES), além de oito faculdades particulares que atuam como convidadas. Ao todo, a Operação Rondon mobiliza 49 professores e 272 alunos.
Um programa de ações multidisciplinares de ensino, pesquisa e extensão é desenvolvido em municípios paranaenses identificados com desafios relacionados ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os municípios que recebem em 2026 a Operação são Porto Amazonas, São João do Triunfo, Ivaí, Ipiranga, Ortigueira, Rio Branco do Sul, Piraí do Sul, Jaguariaíva, Ventania, Tibagi, Fernandes Pinheiro, Rio Azul, Adrianópolis e Tunas do Paraná.
O secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, destaca a importância do Rondon Paraná para a consolidação de políticas públicas estruturantes. “A Operação Rondon Paraná reafirma o compromisso do Governo com a interiorização do conhecimento e com o desenvolvimento sustentável dos pequenos municípios, ao viabilizar que as universidades estaduais estejam presentes na comunidade, cumprindo a missão institucional da extensão universitária como ferramenta de transformação social e de fortalecimento da cidadania”, afirma.
A assessora da Seti, Sandra Cristina Ferreira, responsável pela coordenação estadual do programa, enfatiza a importância formativa e social das ações extensionistas. “A Operação Rondon Paraná é uma experiência de imersão para os estudantes, que têm a oportunidade de aplicar o conhecimento acadêmico na solução de desafios reais das comunidades. Essa vivência torna a extensão universitária um complemento curricular essencial para a formação de profissionais mais humanos, engajados e comprometidos com a realidade dos cidadãos”, explica.
Os editais contemplam dois grupos de atividades a serem realizados: no conjunto A, serão realizadas atividades de cultura, direitos humanos e justiça, educação e saúde. Já no conjunto B, os temas são meio ambiente, trabalho, tecnologia e produção. O planejamento aborda atividades para idosos, adultos, jovens e crianças realizadas nos mais diversos espaços, como igrejas, Unidades Básicas de Saúde (UBS), escolas, praças e ginásios. As temáticas são variadas e vão do acesso à Universidade até a conscientização sobre o consumo de álcool e drogas, com formatos como oficinas, palestras, dinâmicas e abordagens em casas.
Para a pró-reitora de Extensão e Assuntos Culturais da UEPG, professora Beatriz Gomes Nadal, a Operação Rondon representa um momento de imersão dos acadêmicos na comunidade. “Para os acadêmicos, esta atuação permite o estabelecimento de articulações entre a formação recebida na universidade e a realidade, num processo de construção de novos significados e saberes. Para a comunidade, a presença da universidade tem potencial para contribuir na discussão de problemas cotidianos num movimento formativo que pode, inclusive, tornar-se multiplicador quando a formação se dá junto a agentes com potencial de liderança”, defende a pró-reitora. “A Operação Rondon caracteriza-se por um vínculo acadêmico-comunitário transformador, um tempo de aprender, ensinar e transformar”, conclui Beatriz.
O presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp) e reitor da Unioeste, professor Alexandre Almeida Weber, destaca a importância da integração das universidades neste projeto. “Para os acadêmicos, é uma oportunidade de vivenciar realidades que, muitas vezes, são diferentes daquelas encontradas nas cidades onde estudam. Com certeza, é uma experiência transformadora. Os estudantes vão para ensinar, mas acabam aprendendo muito mais do que ensinam. É uma vivência que contribui para a formação profissional, humana e cidadã”, aponta Alexandre. Além das universidades da rede estadual, integram a Operação Rondon a Faculdade Pequeno Príncipe, Unicesumar de Ponta Grossa, Faculdade São Vicente de Irati, Centro Universitário Campo Real de Guarapuava, Faculdade Unimeo, Uningá, Unipar, Faculdade do Paraná de Apucarana e Universidade Federal da Fronteira do Sul.
Para além da contribuição na construção e no fortalecimento de valores como cidadania e solidariedade, a presença dos rondonistas nos municípios representa a ampliação de oportunidades para pessoas de diferentes gerações, especialmente aquelas que vivem em comunidades mais vulneráveis. Isso ocorre, principalmente, por meio do cuidado oferecido e do compartilhamento de conhecimento e informação em oficinas, com foco na promoção da autonomia e da sustentabilidade.
O reitor em exercício da UEPG, professor Ivo Mottin Demiate, afirma que é um orgulho construir esse projeto e a expectativa é de uma grande interação da comunidade mais vulnerável com o que a Universidade tem para oferecer. “São estudantes de diversas áreas atuando nessa Operação. O que mais importa para nós é que a comunidade, especialmente aquela mais vulnerável, receba os alunos, com a atuação, o conhecimento e levando tudo que faça sentido para melhorar a qualidade de vida daquelas pessoas”, destaca o professor.
Ele destaca como objetivo primordial que as ações revertam em benefícios para a população atendida. “E, obviamente, os estudantes e docentes terão um crescimento profissional e um aprendizado nessa troca de conhecimentos científicos e tecnológicos com conhecimentos tradicionais”, argumenta Ivo. O reitor em exercício conclui com uma avaliação das contribuições do Projeto Rondon em três sentidos: “de fato, (o Rondon) trará uma oportunidade de crescimento para os estudantes, aperfeiçoamento para os docentes e um benefício direto para as comunidades”, defende.
Convite aos municípios
Desde o início deste ano, equipes da UEPG e Seti visitam os municípios da região para apresentar o Projeto Rondon. Em maio deste ano, a UEPG recebeu os prefeitos no evento de adesão e demonstração de interesse na participação da Operação Rondon Paraná 2026.
Além de assinar o termo de adesão demonstrando o interesse, os municípios assumiram o compromisso de fornecer alojamento para os alunos e professores, transporte e deslocamento dentro do município e designar um representante que ficará responsável pelas demandas mais imediatas das equipes durante o período de atividade. Além disso, as prefeituras também ficam responsáveis por definir os cronogramas de atividades, selecionar o local de realização, definir o público-alvo, facilitar a interação entre os órgãos municipais e lideranças das comunidades e divulgar a Operação nos meios de comunicação locais.
A cerimônia de abertura da Operação Rondon em 10 de julho, às 18h30, no Teatro Marista Pio XII. Na manhã do dia seguinte, as equipes viajam para os municípios para o início das atividades.
Expectativa em alta
Os prefeitos dos municípios participantes estão aguardando o início da Operação e compartilharam as suas expectativas para o resultado do Projeto Rondon 2026.
Com informações da assessoria





















