Vereador Dr Zeca esclarece a situação dos leitos hospitalares em PG | aRede
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Vereador Dr Zeca esclarece a situação dos leitos hospitalares em PG

Após a justiça homologar a medida que prevê prazo máximo de 48 horas para internação hospitalar de pacientes regulados pelo SUS em hospitais com leitos disponíveis, o vereador explica como está a situação dos leitos

Vereador Dr Zeca
Vereador Dr Zeca -

Julia Sansana

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Após a justiça homologar a medida que prevê que pacientes que aguardam leitos hospitalares nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Ponta Grossa deverão ser transferidos para hospitais em até 48 horas após a inclusão na Central Estadual de Regulação de Leitos, o vereador Dr Zeca enviou um vídeo para o Portal aRede no qual ele esclarece a situação dos leitos hospitalares em Ponta Grossa. Dr Zeca explica que todo sistema SUS é regulado por meio da Central de Leitos do Estado. 

"As vezes o paciente está aqui aguardando vaga, é feita uma varredura em todos os hospitais da cidade que estão superlotados. Então a culpa não é da cidade. A culpa é do Estado que não providencia leitos", destaca Dr Zeca. 

O vereador ainda explica que a carência de leitos não é só em Ponta Grossa e sim no Estado. Além disso, o médico ainda faz um pedido para que os cidadãos tenham mais consciência antes de criticar o trabalho feito pela saúde. 

"A questão é que a demanda é muito grande na cidade. Nós precisamos ter um pouco mais de consciência na hora de criticar, porque ninguém está aqui para matar ninguém. Quando eu trabalhava no Pronto Socorro, nós tentávamos resolver essas dificuldade de todas as formas. É uma dificuldade muito grande", finaliza Dr Zeca.

Veja o vídeo completo

VÍDEO
| Autor: Divulgação/Assesoria

Entenda a medida

A medida foi definida em acordo firmado entre o Ministério Público do Paraná (MPPR) e o Governo do Estado. O compromisso foi homologado pelo Tribunal de Justiça do Paraná na última sexta-feira (19) e estabelece que o prazo deverá ser cumprido nos casos em que houver indicação médica de internação e o paciente estiver devidamente inserido no sistema estadual de regulação.

O acordo é resultado de uma ação civil pública proposta pela 11ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa em 2022. A iniciativa buscava solucionar um problema recorrente nas unidades de pronto atendimento, onde pacientes permaneciam por longos períodos aguardando vagas em hospitais.

Em decisão proferida em 2025, a 1ª Vara da Fazenda Pública de Ponta Grossa determinou que o Estado garantisse a internação dos pacientes em leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), próprios ou conveniados. Caso não houvesse disponibilidade, o atendimento deveria ser realizado em hospitais privados com custos assumidos pelo poder público.

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