Autor de bomba falsa em escola de PG é interrogado. Veja vídeo | aRede
PUBLICIDADE

Autor de bomba falsa em escola de PG é interrogado. Veja vídeo

A audiência foi conduzida pelo delegado Fernando Henrique Ribeiro

Durante seu depoimento, Elvis afirmou que agiu sozinho.
Durante seu depoimento, Elvis afirmou que agiu sozinho. -

Iolanda Lima

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O homem que colocou um artefato explosivo falso no Colégio Santo Ângelo, em Ponta Grossa, prestou depoimento à Polícia Civil e admitiu que cometeu o crime por ganância. Elvis Harom de Lima, de 48 anos, preso na quarta-feira (29), confessou em audiência que planejou a extorsão contra a proprietária da escola há cerca de dois meses.

Ao delegado da Polícia Civil, Fernando Henrique Ribeiro, ele disse que perdeu seus fundos em bitcoins e toda sua estabilidade financeira. Elvis foi autuado em flagrante por extorsão e teve a prisão convertida em preventiva na audiência. O crime de extorsão tem pena prevista de 8 a 15 anos de prisão.

DEPOIMENTO

Durante seu depoimento, Elvis afirmou que agiu sozinho. Ele também pontuou que apesar de conhecer a família de longa data, por já ter estudado com a irmã da proprietária do colégio, não possui nenhum envolvimento com a família. Contudo, Elvis explicou que escolheu a proprietária da escola pois sabia que a família tinha dinheiro.

O artefato foi montado por ele mesmo, com materiais como areia, pregos, silver tape, um celular, uma câmera fotográfica antiga e uma bateria. Ele disse que aprendeu a montar o simulacro por conta própria, usando conhecimentos da área de informática. No depoimento, Elvis também detalhou o dia do crime, como os caminhos utilizados e a ordem dos fatos. A bomba na escola seria a primeira fase do plano do acusado, que teria planejado o ataque durante dois meses.

A segunda fase do plano consistiu em colocar outra carta de aviso no forro do banheiro masculino da clínica do marido da proprietária, como um pedido por mais dinheiro, caso o primeiro não fosse atendido. A terceira etapa seria ameaçar a filha da vítima.

Elvis admitiu ao delegado que queria causar comoção na cidade para conseguir o dinheiro. Em seu depoimento, o acusado se defendeu, dizendo que é pai de família, trabalha como motorista de aplicativo e nunca havia cometido crime semelhante. “Tive uma vida muito boa, com casa na praia e carro importado. Quando eu perdi tudo me desesperei e quis recuperar tudo do jeito errado”, disse. Ele pediu desculpa e afirmou não ter nada contra as vítimas. “Mesmo assim acabei fazendo, mesmo sabendo que ia dar errado. Não sou uma pessoa ruim, não tive intenção nenhuma de fazer nada, era só a questão financeira mesmo.” complementou. 

VÍDEO
| Autor: Reprodução

O Portal aRede entrou em contato com a defesa de Elvis para um posicionamento do caso. O advogado Elton Silva afirmou que está manejando um recurso junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR). A defesa ainda completou que Elvis "é réu é primário, de bons antecedentes e demonstrará, de que ele deve ser posto em liberdade para que a justiça em questão, seja aplicada." finalizou.

O CASO

O artefato foi encontrado na manhã de quarta-feira (29) no Colégio Santo Ângelo, na região central de Ponta Grossa. Um bilhete com a frase “não abra” acompanhava o pacote. A escola foi evacuada e o Esquadrão Anti Bombas do Bope foi acionado. A equipe detonou o artefato como medida de segurança, constatando que se tratava de uma bomba falsa. Não houve feridos.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right