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Legislativo considera baixo investimentos da Sanepar em PG

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura os serviços prestados pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em Ponta Grossa apresentou o segundo relatório parcial das investigações. No documento, os vereadores denunciam poluição ambiental no sistema de esgoto e cobram mais investimentos da empresa no município.

Elaborado pelo vereador Antônio Laroca Neto (PDT), o relatório resulta de vistorias técnicas da CPI e depoimentos coletados em audiências com o gerente regional da Sanepar, Antonio Carlos Gerardi, e o presidente da Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS), Márcio Ferreira.

De acordo com a CPI, foram identificados vazamentos de esgoto não tratado em arroios de Ponta Grossa e a utilização de extravasores em mananciais. Nos depoimentos à comissão, as próprias testemunhas teriam confirmado as irregularidades. “As situações relatadas pelas testemunhas demonstra o pouco, ou nenhum, cuidado que a Sanepar está tendo na coleta, encaminhamento e tratamento dos efluentes decorrentes do esgoto”, afirma Laroca.

“A concessionária não tem investido sequer o mínimo necessário para o adequado tratamento de esgoto em Ponta Grossa”, completa. Assinado pela CPI, o relatório deve ser anexado ao parecer final das investigações.

Em resposta ao Jornal da Manhã, a Sanepar disse que não ter conhecimento do relatório parcial das investigações. Sobre os investimentos, a companhia informou que eles ultrapassam R$ 20 milhões na cidade. “Quanto aos investimentos no sistema de esgotamento sanitário de Ponta Grossa, de 2010 até agora, já foram destinados mais de R$ 20 milhões”, disse via assessoria de imprensa.

FISCALIZAÇÃO - CPI denuncia omissão da ARAS

Além da falta de investimentos e poluição das águas de Ponta Grossa, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sanepar incluiu no segundo relatório parcial denúncias de omissão por parte da Agência Reguladora de Águas e Saneamento (ARAS) do município. De acordo com os parlamentares, as investigações comprovarão a inexistência de multas ou sanções aplicadas pela ARAS contra a empresa. “Mesmo sabendo das irregularidades, não houve nenhum registro de sanção”, disse o relator Antonio Laroca Neto (PDT). O relatório aponta, ainda, que a ARAS ‘se absteve de efetuar a cobrança da empresa, para que houvesse correção do problema’.

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