Exportações de PG sobem 23% e atingem R$ 470 milhões

Apesar de uma baixa em fevereiro, o desempenho das exportações ponta-grossenses, assim como do saldo da balança comercial do município, seguem positivos em relação ao mesmo período em 2014. De acordo com o levantamento mensal da balança comercial, divulgado ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), através da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Ponta Grossa fechou os dois primeiros meses do ano com um crescimento de 23,9% nas exportações, atingindo US$ 144,9 milhões (ou R$ 470 milhões, convertido com o dólar cotado a R$ 3,24). O saldo da balança comercial subiu 15% e atingiu US$ 50,6 milhões (R$ 163 milhões).
Em relação ao país, o desempenho municipal é superior: no primeiro bimestre, houve uma queda de 13% nas exportações brasileiras e, no acumulado do ano, a balança comercial apresenta um déficit de US$ 6,1 bilhões. No ranking das exportações, Ponta Grossa ocupa a 4ª posição no estado e 38ª no país; enquanto que no do saldo da balança comercial, ocupa a 4ª posição no estado e a 48ª no Brasil.
Em fevereiro, as exportações somaram US$ 55,1 milhões, valor 38% inferior a janeiro e 35,3% em relação a fevereiro do ano passado. A professora do curso de Administração – Comércio Exterior da UEPG, Adriana Fabrini Diniz, essa redução em relação a janeiro pode ser relacionada a alguns fatores. “Primeiro, fevereiro é um mês mais curto. Como janeiro foi um mês atípico, com grande alta, pode ser que o fechamento de processos foi antecipado. E podemos entender que o dólar alto teve um impacto negativo, já que alguns produtos podem ter perdido a competitividade”, esclarece.
Em relação aos produtos mais exportados, os derivados da soja (soja em grãos, óleo de soja e resíduos da extração do óleo) representam mais de 60% da participação das exportações, seguidos por papeis e cartão (7,8%), açúcares (7,5%), milho (7%) e trigo (4,2%). O principal parceiro comercial é o Irã (US$28,2 mi), para onde foram enviados soja e milho. Destaque para Cuba, terceiro maior parceiro, que importou US$ 14,1 mi em produtos (como óleo de soja e frango); e Bangladesh, quinto maior parceiro, com US$ 9,9 mi em importações de óleo de soja e açúcar.
Informações do Jornal da Manhã.





















