Hospital Regional é referência no tratamento com botox

O tratamento com toxina butolínica tipo A (Botox) tem espaço no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURG), que se constituiu como um dos poucos centros do Paraná com credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) para o uso da substância em pacientes com doenças neurológicas. Carlos Henrique Ferreira Camargo, professor do Departamento de Medicina e vice-coordenador do curso na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), explica que o botox vai ser aplicado para correções de doenças neurológicas como distúrbio de movimento hipercinético (alterações do movimento e da postura) e espasticidade (distúrbio de controle muscular).
Com atuação na área de ensino, pesquisa e clínica em neurologia, com ênfase em distúrbios do movimento, o doutor Carlos observa que a aplicação de doses do botox nos músculos com problemas de movimento corta a comunicação entre o nervo e músculo. O neurologista salienta que a aplicação da toxina contribuiu para relaxar o músculo melhorando a recuperação de movimentos. Diz que, antes da aplicação, é necessário avaliar o paciente e conta, nesse trabalho, com o suporte de uma equipe multidisciplinar, envolvendo áreas como fisioterapia e fonoaudiologia. O doutor Carlos Henrique acentua que o tratamento tem resultados positivos em situações, a exemplo de sequelas do derrame e de traumatismos cranianos.
Primeira Escolha
O médico diz que as aplicações de botox devem ocorrer com intervalo de pelo menos três meses. Trata-se de cuidado de atenção visto que, segundo ele, algumas pessoas fabricam anticorpos que podem interferir no resultado do procedimento. “Hoje, a toxina butolímica é o tratamento de primeira escolha para distonias”, diz o neurologista, acrescentando que “os pacientes necessitam de tratamento contínuo”. Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), o médico defendeu o tema “Distonia Cervical: aspectos clínicos e terapêuticos de 85 pacientes” - e posiciona a distonia como uma síndrome caracterizada por contração muscular sustentada, causando torção, movimentos repetitivos ou posturas anormais que podem afetar a maioria dos músculos.
Destacando a importância do trabalho em equipe, o doutor Carlos, chefe do Serviço de Neurologia e diretor acadêmico do Hospital Universitário, conta em suas atividades com o apoio da médica fisiatra neurofisiologista Ligia Catai, e de acadêmicos e residentes de medicina. Para o neurologista, a recompensa do trabalho na área está na satisfação de ver, por exemplo, alguém que não conseguia andar recuperar os movimentos das pernas. Considerando os resultados do botox em sintomas como distonia, ele ressalta que, neste trabalho, o incentivo é ver pacientes recuperar movimentos.
Informações da assessoria.





















