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Perícia volta ao São Jorge para apurar morte de Cíntia

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Gabriel Sartini

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A autoridade policial responsável pelo inquérito que apura a morte da persona trainer Cíntia de Souza, 22, realizou a reconstituição do caso na manhã dessa terça-feira. O procedimento, segundo a delegada Tânia Sviercoski, vai auxiliar no esclarecimento de eventuais dúvidas, contribuindo para o amplo entendimento das circunstâncias dos fatos. Peritos e outros policiais participaram dos trabalhos, assim como o principal suspeito, Paulo Leandro Spinardi.

Cíntia de Souza desapareceu no dia 14 de janeiro e foi vista, pela última vez, pelo seu ex-companheiro Paulo Leandro Spinardi. O corpo da jovem foi encontrado, uma semana depois, em uma fenda nas rochas da região do São Jorge. Spinardi se entregou à polícia em seguida, mas não acrescentou informações em depoimento. Mais tarde, confessou ter ido ao local com a vítima, e disse, em sua versão, que houve uma discussão entre o casal e Cíntia teria caído naquele local. Desde então, Spinardi permanece detido no Minipresídio Hildebrando de Souza.

A delegada recebeu o laudo do IML na semana passada e espera encaminhar o inquérito à Justiça na próxima semana. “O laudo só veio confirmar aquilo que já suspeitávamos, ou seja, que Cíntia morreu afogada. De qualquer forma, a informação de que ela caiu, ainda viva, na fenda da região do São Jorge, fortalece a questão do meio cruel empregado no homicídio”, comenta Tânia. No entanto, o documento aponta que Cíntia engoliu a água enquanto estava desmaiada. Também há indícios de que ela bateu ou foi atingida no crânio.

Os advogados Fernando Madureira e Angelo Pilatti Júnior disseram que pelas provas colhidas, o acusado Paulo Leandro Spinardi, após agredir covardemente a vítima, jogou-a de altura elevada, deixando-a para morrer agonizando gravemente ferida em local ermo, até morrer afogada.

Madureira informou que não se sabe quanto tempo à vítima ficou sofrendo até morrer. O modo como o acusado praticou o crime, causando-lhe padecimento excessivo, infligindo-lhe graves tormentos físicos, configura homicídio qualificado por meio cruel.

Pilatti disse que não resta dúvida que o acusado tem personalidade desajustada voltada ao crime não tendo o mínimo respeito com a vida humana. É um elemento perigoso e deve ser mantido no cárcere para garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal.

As declarações de Pilatti e Madureira foram respondidas, nas redes sociais, pelo advogado Renato Tauille, que defende Spinardi. “Com todo respeito ao entendimento dos nobres colegas, Drs. Angelo Pilatti Jr e Fernando Madureira, fato é que o laudo apresentado pelo Instituto de Criminalística nada concluiu acerca da causa da inconsciência, podendo ela ter sido provocada pela própria queda. 
O laudo, inclusive, corrobora com as alegações do indiciado, pois após a queda acidental de Cintia, Paulo Leandro Spinardi, por diversas vezes, a chamou e não obteve resposta, presumindo que ela tivesse morrido na queda. Qualquer alegação diversa, não passa de mera presunção, não demonstrada em nenhum elemento indiciário colhido na investigação”, detalha.

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